A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul (SRTE/RS) embargou ontem à tarde (1°), em Porto Alegre, a construção da Arena do Grêmio. Os auditores apontaram irregularidades nas instalações da obra e no registro de trabalho de pelo menos 20% dos operários.
"Cerca de 70 dos 350 trabalhadores estão com problemas no registro. Há carência de mão de obra em Porto Alegre e os trabalhadores vêm do Maranhão, Sergipe e Bahia, principalmente. Isso dificulta a regularização", disse Heron de Oliveira, superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego.
Segundo Oliveira, as providências em relação às irregularidades estão sendo tomadas pela OAS, construtora responsável pela obra da arena gremista. "Tivemos uma reunião hoje à tarde. Após a OAS atender às demandas, os auditores retornam ao local. Se as notificações forem atendidas, ocorre a liberação", afirmou.
Instalações irregulares
Além dos problemas no registro de trabalho, a infraestrutura do canteiro de obras também foi questionada pelos auditores. De acordo com a SRTE, há instalações provisórias e irregularidades em andaimes. Os sanitários são insuficientes, não há área de convivência e o refeitório foi interditado por conta das condições precárias.
"Vamos realizar o acompanhamento após a regularização. Temos que prevenir e garantir o direito dos trabalhadores", disse o superintendente.
Segundo a assessoria de imprensa do Grêmio, a diretoria do clube ainda não se manifestou em relação aos problemas apontados pelos auditores e ao embargo à obra.
A arena gremista é candidata a receber os jogos da Copa das Confederações, evento-teste que ocorre um ano antes do Mundial.