Ainda não temos nosso blog, que somente virá em julho. Mas já temos blogueiros, como a Joana Pellerano, jornalista e gourmet, que assina a seção Copa e Cozinha. Nesta edição ela cutuca o Tio Sam com sua colher de pau...
Contrariando todas as expectativas os Estados Unidos estão na final da Copa das Confederações contra a maior potência do futebol mundial, o Brasil. Mas os yankees não estão nem aí. Isso porque em 4 de julho acontece o maior evento esportivo norte-americano, mais importante no país do que Copa do Mundo, Olimpíadas e Superbowl combinados: o Nathan's International Hot Dog Eating Championship.
Para quem não sabe, o tradicional concurso coroa o maior comedor de cachorros-quente do mundo desde 1916. Cerca de 30 mil pessoas prestigiam a competição, que acontece em Coney Island, Nova York, e é transmitida ao vivo pela ESPN, chegando a mais 150 milhões de lares.
Os Estados Unidos e o Japão são os líderes mundiais da modalidade, e tratam como heróis seus campeões da comilança competitiva, um povo que ganha medalhas não por quilômetros corridos, gols ou cestas, mas por quantidade de rango que mandam pra dentro.
A briga entre as duas potências da devoração é forte, e, como em todo bom esporte, gera competição acirrada e muito drama. De 2000 a 2006 o japonês Takeru “Tsunami” Kobayashi era disparado o maior devorador de hot-dogs (53 e 3/4 em 12 minutos). Uma carreira brilhante. Aí ele se contundiu (artrite na mandíbula, pode?) e disse que ia abandonar as quadras, ops, mesas. Mas, superando todas as expectativas, o atleta voltou à ativa em 2008 e foi para a prorrogação com o americano Joey "Mandíbulas" Chestnut. Perdeu, mas fala que essa linda história de superação não rende um novo Menina de Ouro?
Chestnut ficou com o recorde, 66 sanduíches em 12 minutos, o que representa uma média de um cachorro-quente a cada 10.9 segundos. E levou o grande prêmio, chamado Mustard Belt ("Cinturão Mostarda"), que mantém há dois anos. Mas a concorrência anda apertada.