Marco Polo Del Nero, presidente da federação paulista, foi um dos que estiveram presentes na reunião comandada por Lula. Desafeto do mandatário são-paulino Juvenal Juvêncio, Del Nero chegou a fazer, em 2007, campanha nos bastidores para que São Paulo tivesse uma outra arena para a Copa. Atualmente, adota um discurso pacificador e apoia o Morumbi.
Andres Sanchez, presidente do Corinthians, também compareceu à reunião. Seu clube poderia se beneficiar da construção de outro estádio para a Copa. Andres, que já alfinetou nos bastidores o Morumbi, deixou claro que, se o Corinthians construir uma arena, não será para o Mundial no Brasil.
"A Fifa exige para a abertura um estádio com capacidade para mais de 60 mil pessoas. É inviável manter um estádio assim depois da Copa. Então, se o Corinthians fizer um estádio, será menor. Não será para a Copa", explicou o dirigente, que aproveitou para defender a cidade como sede da abertura do Mundial. Belo Horizonte e Brasília também querem isso. "Não tem cabimento a abertura da Copa não ser em São Paulo, porque é aqui onde está a nata do futebol brasileiro, onde há infraestrutura e os grandes investidores", falou ele.
Segundo o arquiteto Ruy Ohtake, autor do projeto de reforma do Morumbi, Lula demonstrou que apoia São Paulo na disputa pela abertura da Copa.