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Negociação entre o Náutico e Arena Pernambuco não avança

Arena Pernambuco: negociação com Náutico não avança (crédito: Fernandes Arquitetos/Divulg.)
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Gabriela Ribeiro - Recife
postado em 14/10/2010 12:49 h
atualizado em 14/10/2010 12:52 h

O Náutico, único clube pernambucano a demonstrar interesse em firmar uma parceria com a Arena Pernambuco não avançou nas negociações com o consórcio da Cidade da Copa, liderado pela Odebrecht.

De acordo com o vice-presidente jurídico do Náutico, Ivan Rocha, foram realizadas várias reuniões, mas não se chegou a um acordo. “Eles não têm interesse que a gente jogue lá. Essa parceria seria apenas uma justificativa para que a Arena Pernambuco não seja vista como um elefante branco”, afirma.

Antes de enviar um documento para o governo do estado confirmando o interesse de promover 20 jogos anuais no novo estádio, o Náutico chegou a negociar com a empresa portuguesa Lusoarenas a construção de uma arena na zona sul do Recife, a 10 minutos do Aeroporto dos Guararapes.

Apesar do presidente do Náutico, Berillo Albuquerque, não ter descartado a continuidade na negociação com os portugueses, o vice-presidente jurídico do clube vê perspectivas mínimas de o projeto avançar.

“Nós assinamos um protocolo de intenções, mas isto foi antes de o governo do estado anunciar a construção da Arena Pernambuco. No projeto inicial, a Lusoarenas pretendia construir o estádio da Copa, mas agora acho difícil eles conseguirem financiamento para a obra”, diz Rocha.

De acordo com o secretário da Casa Civil e coordenador do Comitê da Copa para Pernambuco, Ricardo Leitão, o governo pode ajudar na negociação com os clubes, mas não é uma obrigação sua. “A negociação é uma atribuição do parceiro privado que tem a responsabilidade de construir e gerenciar a arena em 30 anos. Durante esse período ele vai viabilizar todo o conteúdo esportivo e cultural”, diz.

Para Leitão, com o avanço das obras, o consórcio vai buscar uma realidade mais palpável para firmar a parceria com os clubes. “Essa arena só vai começar a funcionar em janeiro de 2013. Temos dois anos para negociar com os clubes. Enquanto houver tempo para fechar este acordo, as negociações podem existir”.

Sem a participação dos clubes pernambucanos, a arena que vai sediar os jogos da Copa 2014 corre um grande risco de ficar subutilizada após o Mundial. No entanto, a Odebrecht acredita que, com o amadurecimento do projeto, os grandes times de futebol do estado serão atraídos até o início da operação. 

Através da assessoria de imprensa, a empresa afirmou que a atração dos clubes é importante, porém a operação da arena prevê outras iniciativas como shows, eventos religiosos, feiras e convenções.





 
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