O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu na última segunda-feira (11) o empréstimo de R$ 400 milhões para a construção da Arena Amazônia, estádio que será erguido em Manaus para a Copa de 2014.
O banco exige que o governo do Amazonas corrija irregularidades no edital, entre elas a de sobrepreço em diversos itens da obra. O Portal 2014 já havia revelado em agosto que o Tribunal de Contas da União havia achado indícios de sobrepreço de R$ 63 milhões no edital do estádio.
O financiamento da Arena Amazônia foi liberado pelo BNDES há menos de duas semanas. No total, o estádio custará R$ 499,5 milhões.
Baseados em relatório da Controladoria Geral da União (CGU), os Ministérios Públicos estadual e federal do Amazonas recomendaram ao governo do estado na semana passada que corrigisse as irregularidades antes dar seguimento ao contrato com a construtora Andrade Gutierrez, responsável pelas obras.
Além do sobrepreço, a análise da CGU concluiu que o projeto básico não está suficientemente detalhado para que se possa determinar a quantidade necessária de material, que o cronograma físico-financeiro proposto não condiz com a realidade e que as irregularidades implicarão em aditivos contratuais.
As obras da Arena Amazônia começaram em maio, com o desmonte do estádio Vivaldo Lima. No entanto, o contrato com a Andrade Gutierrez deve ser revisto depois das alterações sugeridas pelos MPs, e pode ser rescindido caso a empresa não concorde com o novo valor.
No momento, a liberação de recursos do BNDES está restrita ao financiamento do projeto executivo. O restante do valor só poderá ser repassado ao governo após a correção das irregularidades.