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No Dia Mundial Sem Carro, o Rio cria facilidades para o ciclista

Prefeitura cria bicicletários, zonas de baixa velocidade e proíbe o estacionamento no centro

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Vanessa Didolich Cristani - Rio de Janeiro
postado em 22/09/2010 15:38 h
atualizado em 22/09/2010 18:21 h

Em alusão ao Dia Mundial Sem Carro, a Prefeitura do Rio de Janeiro criou, a exemplo do que fez em 2009 em Copacabana, mais nove zonas onde a circulação dos autos não poderá ultrapassar 30 km/h, permitindo assim que bicicletas e veículos circulem sem conflitos numa mesma via. A medida tem caráter permanente. Bairros como Ipanema, Bangu, Santa Cruz, Grajaú, mais outros cinco, integram a chamada zona 30, onde o limite de velocidade foi reduzido a 30 km/h.

Além disso, seguindo o programa de atividades do Dia Mundial Sem Carro, foi proibido o estacionamento no centro da cidade, numa área duas vezes maior do que a estabelecida no ano passado. Mas é justamente aqui que se surgiram problemas provocados por aqueles que, no Rio e também em todas as outras cidades brasileiras, não quiseram aderir ao dia sem carro. Cerca de 600 veículos foram multados no Rio, desde a meia-noite desta quarta-feira, por estacionarem irregularmente nas zonas 30. Além das multas, um táxi foi lacrado e mais 44 veículos foram rebocados até o início da tarde no quadrilátero do centro da cidade onde está proibido estacionar.
 
O Dia Mundial Sem Carro é uma ação envolvendo vários países e que teve início em 1988, na França, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os danos da emissão de gases do efeito estufa e ressaltar a importância do uso sustentável dos meios de transporte. No Rio, o início das atividades foi no último domingo, quando 20 mil pessoas participaram do 21º passeio ciclístico no Aterro do Flamengo.

Estímulo à bicicleta
Hoje, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi de bicicleta ao trabalho. Ele saiu da Vista Chinesa até o Palácio da Cidade, percorrendo um caminho de 20 quilômetros. Outra iniciativa da prefeitura do Rio foi a criação de bicicletários nas estações de transporte coletivo, para facilitar o deslocamento dos cariocas pelas ciclovias e ciclofaixas (áreas segregadas nas vias). Com isto, as ciclovias passam no dia de hoje dos atuais 150 km para mais de 300 km e as estações de aluguel de bicicletas sobem de 19 para pelo menos 50.

Menores índices de emissão de carbono
Pesquisa da Coppe/UFRJ apresentada no Fórum Carioca de Mudanças Climáticas, em agosto desse ano, mostrou que o Rio tem um dos menores índices mundiais de emissões de carbono. Os dados são das emissões de 2005.

Segundo dados do fórum, metrôs e trens apresentam bons efeitos energéticos. O transporte ferroviário, por exemplo, teve menos de 1% de emissões de gases do efeito estufa. Segundo informa o site da prefeitura, o fórum e a apresentação do inventário são parte das ações que o município está adotando para atingir a meta estabelecida no Programa Rio Sustentável, de diminuição da emissão de gases em 8% até 2012.

 

 

 





 
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