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Copa do Mundo já esquenta a economia brasileira

Evento acontece daqui a 5 anos, mas quem quiser aproveitar as oportunidades precisa se preparar

Alemanha recebeu mais de 3 milhões de turistas na Copa 2006 (crédito: Fifa)
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Da redação
postado em 22/06/2009 15:00 h
atualizado em 22/06/2009 20:51 h

A Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, parece distante do calendário de quem pretende participar do evento. Contudo, se o objetivo for ganhar dinheiro com o campeonato mundial de futebol, a preparação precisa começar agora.
A expectativa é que a Copa movimenta US$ 10 bilhões em investimento no país, que eleve em 3% o Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano, propicie uma arrecadação de R$ 700 milhões em impostos e que sejam contratadas 100 mil pessoas. Números que dão a dimensão das oportunidades que devem ser criadas.

Os setores de comércio e serviços serão os mais beneficiados. Haverá oportunidades que vão desde a venda de produtos e de alimentos para os turistas até serviços de transporte dos visitantes da cidade de São Paulo, uma das sedes do Mundial. “As áreas de hotelaria, turismo, comércio, entretenimento e até saúde poderão ser interessantes para quem quer investir em um negócio ou profissão para a Copa”, diz o coordenador do núcleo de Estudos e Negócios do Esporte da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Claudineí Santos.

Uma das principais profissões ou negócios que aparecem para a Copa é a área de gestão de eventos e entretenimento. A coordenação das arenas selecionadas pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) será feita por empresas. “Elas terão de ser capazes de promover atividades que vão além do futebol e não só para o período anterior ou durante o campeonato mundial, mas também após o evento”. Comenta o coordenador da pós graduação e marketing esportivo da Trevisan Escola de Negócios José Carlos Brunoro.

Informação
Para o gerente regional Capital Sul do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE São Paulo) Luis Rogério Muniz, há dois pontos importantes que estiver certo, essa pessoa poderá se tornar referência, seja o taxista que fala inglês e que poderá ser credenciados por um hotel para atender os turistas ou gestor de entretenimento, que poderá coordenar a arena.
Os especialistas acreditam que até o final desse ano será anunciado o plano de ação para a Copa do Mundo no Brasil. A partir desse planejamento, empreendedores e profissionais poderão definir seu foco de investimento para participar do evento. “Porém há coisas que podem ser feitas desde já, como estudar idiomas ou freqüentar cursos de capacitação em turismo e hotelaria, se é essa a área que interessa”, diz Santos.

Gancho
A expectativa é que o principal evento de futebol no mundo incentive o esporte como gancho turístico para as capitais, como a Fórmula 1 já fez em São Paulo. Segundo Brunoro, o grande prêmio de 2008 movimentou 50 milhões de dólares na capital paulista. “Imagino o que uma Copa pode trazer de investimento no setor público e do privado, na área de propaganda e em todas as outras que se movimentarão com o evento”, diz.

 

Fonte: Jornal da Tarde





 
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