Obra considerada essencial para a Copa de 2014 em Brasília, a construção do veículo leve sobre trilhos (VLT) foi paralisada mais uma vez. O juiz José Eustáquio de Castro Teixeira, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do DF, determinou na última quarta-feira (1º) a suspensão dos trabalhos depois de acatar denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
O órgão aponta indício de fraude na licitação feita em 2007 pela Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) para supostamente beneneficiar as empresas Dalcon Engenharia e Altran/TC/BR Tecnologia e Consultoria Brasília S/A na contratação do projeto básico do VLT, no valor de R$ 3,26 milhões.
As duas empresas foram as únicas que participaram da licitação. De acordo com o MPDFT, elas seriam sócias ocultas. A Operação Bagre, realizada por promotores de justiça do DF, em abril, apreendeu documento que mostra que a Dalcon transferiu cerca de R$ 1 milhão para a execução do projeto para a Altran. O Ministério Público também denuncia que as duas empresas apresentaram projetos durante a concorrência.
O VLT
O veículo leve sobre trilhos ligará o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek às avenidas W3 Sul e Norte. Haverá paradas próximas ao futuro Estádio Nacional Mané Garrincha, o que possibilitará que os torcedores utilizem esse meio de transporte para assistir aos jogos. Além disso, o sistema deve ajudar na chegada dos turistas que vêm de avião aos setores hoteleiros da cidade.
No total, a obra está orçada em R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 263 milhões serão financiados pelo PAC da Mobilidade Urbana. O PAC financiará a compra dos trens e vagões, além do trecho que liga o aeroporto ao Terminal da Asa Sul. Outra parte do dinheiro veio de processo de empréstimo a ser firmado entre o governo do Distrito Federal e a Agência Francesa de Desenvolvimento.