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Energia eólica ganha destaque no Brasil, mas agora sem ajuda oficial

Parque eólico de Sergipe (crédito: Arquivo)
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Rio de Janeiro
postado em 02/09/2010 11:56 h
atualizado em 02/09/2010 12:00 h

A energia eólica prepara-se para ganhar destaque entre as renováveis com um "crescimento exponencial" nos próximos anos no Brasil graças à significativa queda dos preços no setor, mas agora terá de competir sem ajuda oficial, disseram hoje especialistas do setor.

Em pouco tempo, os aerogeradores passaram de uma reduzida presença no mercado brasileiro, no qual representam apenas 0,2%, ao centro das atenções no último leilão realizado pelo governo na semana passada.

"Nesses últimos dois anos, discutimos com o governo o esboço contratual que viabilizaram a contratação de quase 4 mil megawatts neste período", disse hoje o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Ricardo Simões, na conferência Brazil Windpower 2010.

Fruto dessas discussões, o governo realizou licitações, os bancos públicos -liderados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)- abriram linhas de crédito e foram criados mecanismos de estabilidade aos investimentos.

Neste aspecto, se instaurou um sistema flexível que permite aos parques eólicos cumprirem suas metas de geração em um prazo de quatro anos, indicou hoje o diretor da Empresa de Estudos Energéticos (EPE), Maurício Tolmasquim.

Isso contribuiu para estabilizar as receitas dos parques eólicos nas épocas sem vento e, em consequência, reduzir os riscos, o custo dos créditos e o preço do megawatt, segundo o funcionário.

Tolmasquim explicou que os preços passaram em dois anos de perto de R$ 260 por megawatt para R$ 134, o que se conseguiu a partir do primeiro leilão exclusivo de eólicas, realizado em novembro passado.

Tolmasquim rejeitou hoje estabelecer uma agenda de leilões e, após elogiar a "competitividade" da eólica, sugeriu que o futuro dessa energia é brigar com o resto de renováveis nas licitações anuais.

Esta postura não agradou ao diretor da ABEEólica, que defendeu os leilões exclusivos. Segundo ele, eles são necessários para manter a demanda, alimentar a indústria e garantir "preços sustentáveis".

"Precisamos dos leilões porque, daqui por adiante, não vamos ter algumas condições que influíram neste certame", afirmou Simões com relação à crise na Europa, um fator que atraiu as grandes empresas dinamarquesas, alemãs e espanholas ao Brasil.






 
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