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Corinthians revela detalhes da nova arena

Projeto prevê gasto de R$ 335 mi, com 48 mil lugares, expansíveis para até 70 mil

Rosenberg: projeto foi desenhado para não passar de R$ 335 milhões (crédito: Arquivo)
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Rafael Massimino - São Paulo
postado em 01/09/2010 15:53 h
atualizado em 01/09/2010 17:51 h

Andrés Sanches entrou mudo e saiu calado. A entrevista coletiva realizada hoje pela manhã, no Parque São Jorge, em São Paulo, foi conduzida pelo diretor de marketing do clube, Luiz Paulo Rosenberg. Participaram também o arquiteto Anibal Coutinho, autor do projeto da futura arena alvinegra e o engenheiro Carlos Armando Paschoal, diretor superintendente da Odebrecht em São Paulo.

Segundo Rosenberg, o Corinthians e a Odebrecht assinam hoje um pré-contrato que prevê a construção de um estádio no valor máximo de R$ 335 milhões no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. "O projeto foi desenhado para não passar desse valor e não vai passar", disse o dirigente. Ele explicou que a Odebrecht foi chamada porque o Corinthians precisava de um parceiro privado que conseguisse o financiamento do BNDES, com juros mais baixos do que os praticados pelo mercado, já que o banco não pode emprestar diretamente para o clube.

Para isso, as duas partes criarão uma sociedade de propósitos específicos, para gerenciar a obra e a operação. O BNDES dará três anos de carência e sete anos para a amortização, mas esse prazo está sendo negociado e poderá ser ampliado.

A construção deve começar em janeiro de 2011 e até lá eles devem buscar o licenciamento ambiental. Segundo a Odebrecht a obra estará pronta em dois anos. Após os três anos, o clube começará a devolver o empréstimo à construtora, em parcelas de R$ 30 milhões a R$ 35 milhões anuais. Para isso o clube negociará no mercado os naming rights da arena, cujo valor o clube não tem como calcular.

Anibal Coutinho explicou que o projeto prevê um estádio de 48 mil lugares, mas lembrou que a estrutura será construída para para comportar até 70 mil assentos. O plano do Corinthians é ampliar gradativamente a obra em dez ou 20 anos. Caso a arena seja escolhida pela Fifa e CBF para palco da Copa de 2014, o clube não colocará os R$ 170 milhões extras para a ampliação. Se solicitado, o Corinthians fará os estudos para ampliação junto com a Odebrecht e caberá à Fifa e à CBF encontrarem financiadores para cobrir o valor excedente.

Leia também: Dutos da Petrobras não ameaçam estádio do Corinthians






 
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