Marcada para 10h, a implosão da Fonte Nova sofreu um atraso de 25 minutos para ajustes técnicos e de segurança. Depois de soar a segunda sirene, a velha Fonte Nova foi ao chão e o que restou foi a emoção e um monte de entulhos.
Muitos baianos entre políticos, artistas e e autoridades trocaram o domingo de praia pelo Dique do tororó, um dos pontos turísticos mais famosos da Bahia, único local permitido para assistir a implosão ao vivo.
Foram muitas emoções vividas nas partidas do Bahia. “Não perdi nenhum jogo do Tricolor de Aço, estava no primeiro jogo, em 71, e fui o primeiro a pular no campo quando anunciaram o acidente”, relembra o torcedor Ivo Negrão – 43 anos. Ao lado do genro Vinícius Sampaio, também torcedor do Bahia, o baiano se emociona ao falar do estádio.
Emoção também é o maior sentimento do ex-jogador Osni, que jogou pelo Bahia e pelo Vitória nas décadas de 70 e 80. “Ficarei triste por alguns instantes, ao ver tudo por terra. Mas não tenho duvidas, que estou muito feliz de saber que nossa cidade terá um grande estádio, como nossos torcedores merecem”, falou Osni, um dos jogadores presentes em frente à Fonte Nova.
"Estamos vivendo um dia histórico. Relembro dos grandes jogos que vivi neste estádio", relembra Raimundo Nonato - Bobô, ex-jogador e atual diretor geral da Sudesb. "É um novo ciclo que a Bahia vai viver e aplaudir", destaca.
Nilton Vasconcelos, secretário de Esporte do governo da Bahia, faz um balanço da operação. "Aconteceu tudo com a máxima segurança. . Segundo o secretário o cronograma de obras está mantido e a expectativa é que a Fonte nova seja o primeiro estádio a ser entregue.
Trabalharam na operação 1.280 pessoas, entre profissionais da Defesa Civil, policiais militares, bombeiros, agentes de trânsito, e de saúde. A ação de implosão teve o apoio da Polícia Militar para manter as pessoas afastadas das áreas de risco próximas do estádio. Segundo o tenente-coronel da PM, Sérgio Baqueiro, o isolamento, em todo o perímetro de segurança da Fonte Nova, foi de 928 PMs, entre soldados e bombeiros, utilizando 15 viaturas, 28 motocicletas, um helicóptero do Graer e duas viaturas do Corpo de Bombeiros.
No Dique do Tororó ficaram estacionados botes de salvamento e grupos de socorro pré-hospitalares para possíveis ocorrências. “Graças a Deus, não houve qualquer tipo de acidente”, afirma o tenente-coronel. A polícia também apoiou a Transalvador na retirada dos veículos que estavam estacionados em ruas próximas ao estádio. Além da PM, participaram da operação a Defesa Civil, Guarda Municipal, Transalvador e Salvamar.