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A Fonte Nova virou pó

Foram aproximadamente 10 seguntos e toda a estrutura estava no chão

A paisagem mudou sobrou poeira e uma montanha de entulho (crédito: Rafael Martins - Agecom)
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Karlo Dias - Salvador
postado em 29/08/2010 10:02 h
atualizado em 29/08/2010 17:45 h

Marcada para 10h, a implosão da Fonte Nova sofreu um atraso de 25 minutos para ajustes técnicos e de segurança. Depois de soar a segunda sirene, a velha Fonte Nova foi ao chão e o que restou foi a emoção e um monte de entulhos.

Muitos baianos entre políticos, artistas e e autoridades trocaram o domingo de praia pelo Dique do tororó, um dos pontos turísticos mais famosos da Bahia, único local permitido para assistir a implosão ao vivo.

Foram muitas emoções vividas nas partidas do Bahia. “Não perdi nenhum jogo do Tricolor de Aço, estava no primeiro jogo, em 71, e fui o primeiro a pular no campo quando anunciaram o acidente”, relembra o torcedor Ivo Negrão – 43 anos.  Ao lado do genro Vinícius Sampaio,  também torcedor do Bahia, o baiano se emociona ao falar do estádio.

Emoção também é o maior sentimento do ex-jogador Osni, que jogou pelo Bahia e pelo Vitória nas décadas de 70 e 80. “Ficarei triste por alguns instantes, ao ver tudo por terra. Mas não tenho duvidas, que estou muito feliz de saber que nossa cidade terá um grande estádio, como nossos torcedores merecem”, falou Osni, um dos jogadores presentes em frente à Fonte Nova.

"Estamos vivendo um dia histórico. Relembro dos grandes jogos que vivi neste estádio", relembra Raimundo Nonato - Bobô, ex-jogador e atual diretor geral da Sudesb. "É um novo ciclo que a Bahia vai viver e aplaudir", destaca.

Nilton Vasconcelos, secretário de Esporte do governo da Bahia, faz um balanço da operação. "Aconteceu tudo com a máxima segurança. . Segundo o secretário o cronograma de obras está mantido e a expectativa é que a Fonte nova seja o primeiro estádio a ser entregue.  

Trabalharam na operação 1.280 pessoas, entre profissionais da Defesa Civil, policiais militares, bombeiros, agentes de trânsito, e de saúde. A ação de implosão teve o apoio da Polícia Militar para manter as pessoas afastadas das áreas de risco próximas do estádio. Segundo o tenente-coronel da PM, Sérgio Baqueiro, o isolamento, em todo o perímetro de segurança da Fonte Nova, foi de 928 PMs, entre soldados e bombeiros, utilizando 15 viaturas, 28 motocicletas, um helicóptero do Graer e duas viaturas do Corpo de Bombeiros.

No Dique do Tororó ficaram estacionados botes de salvamento e grupos de socorro pré-hospitalares para possíveis ocorrências. “Graças a Deus, não houve qualquer tipo de acidente”, afirma o tenente-coronel. A polícia também apoiou a Transalvador na retirada dos veículos que estavam estacionados em ruas próximas ao estádio. Além da PM, participaram da operação a Defesa Civil, Guarda Municipal, Transalvador e Salvamar.

A vista, agora sem a estrutura da Fonte Nova (crédito: Karlo Dias)

Preparativos
O projeto para implosão levou em consideração os limites de vibração toleráveis pelos imóveis históricos e mais críticos, localizados no entorno do estádio e foi executado pela empresa brasileira Arcoenge Engenharia e a americana Controlled Demolition Inc., (CDI), que cuidaram do controle de qualidade da operação. Com esta ação, a Bahia cumpre mais uma etapa, visando o início da construção da Arena Fonte Nova, que vai sediar jogos da Copa do Mundo Fifa 2014.

O novo estádio terá capacidade para 50.433 pessoas com assentos cobertos, 70 camarotes (existem condições para construção de mais 30), restaurante panorâmico e 1.978 vagas de estacionamento. A estrutura abrigará também uma sala de imprensa, 39 quiosques, 12 elevadores, 81 sanitários, museu do futebol, lojas e um centro de negócios.

Após a implosão, o governo da Bahia oficializou a candidatura de Salvador para realização da abertura da Copa. Os baianos entregaram toda documentação ao ministro do Esporte, que entregará ao Comitê Local e à Fifa. Além disso, o governo da Bahia acionou o relógio digital que marca a contagem regressiva para a Copa de 2014. O relógio instalado em frente ao Dique do Tororó, próximo à Fonte Nova,  marca 1383 dias para o início da Copa. 






 
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