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Ceará discute preparação do comércio para 2014

Pequenos empreendedores deverão ser treinados para receber turistas

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Lúcio Pontes Filho/Engetelka - Fortaleza
postado em 17/08/2010 15:40 h
atualizado em 17/08/2010 16:04 h

Ficará nas mãos dos micro e pequenos empreendedores a oferta de serviços como alimentação, turismo, serviços, entre outros. Esta foi uma previsão feita pelo secretário de Esportes do Ceará, Ferruccio Feitosa, durante o evento Empreender 2010, promovido pelo grupo de comunicação "O Povo".

Segundo o secretário, "o cearense é inovador e supercriativo e tem ainda a característica de ter a hospitalidade. Com um treinamento vai dar show". Ele afirmou ainda que durante a Copa de 2014 o Brasil movimentará uma média de 3,7 milhões de turistas. Assim, sendo os empresários e colaboradores dessas empresas devem estar muito bem preparados para receber essa demanda. 

Pensando nisso, a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas está percorrendo todas as capitais brasileiras para ouvir do comércio as necessidades que precisam ser atendidas para que esses serviços possam ser atendidos à contento. Com isso a entidade vai solicitar ao Poder Público, projetos de capacitação para os empreendedores e seus funcionários.

A CDL de Fortaleza já está realizando, por meio da Faculdade CDL, uma série de cursos e treinamentos voltados para o varejo. "Precisamos nos preparar para incentivar os visitantes a voltarem aqui, principalmente depois da Copa do Mundo", afirma o presidente da entidade, o empresário Francisco Freitas Cordeiro.

O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Waldemar Souza, também participou do evento, e apontou a demanda de fornecimento de serviços e de tecnologia da informação para as micro e pequenas empresas, o que deve acontecer antes, durante e após a Copa do Mundo. "Os empreendedores devem apostar em projetos com sustentabilidade. E com perspectiva de se manter e se desenvolver após a Copa", disse. 

Copa trará R$ 180 bilhões
Waldemar Souza citou que o Brasil deve ter um impacto econômico de até R$ 180 bilhões com a Copa do Mundo. O valor é referente aos resultados até 2019. De acordo com o secretário-executivo, seriam em torno de R$ 47 bilhões de impacto direto e outros R$ 130 bilhões de impacto indireto ou induzido no período. 

Freitas Cordeiro ressalta que o durante o Mundial, o comércio deve receber muitos pagamentos com cartões de crédito. O alto volume de solicitações, atualmente, deixa o sistema de informação congestionado e é necessária uma solução para esta demanda até lá.

Ao redor das grandes obras de estádios, aeroportos e portos, a grande infraestrutura acaba movimentando toda a cadeia produtiva, inclusive os micro e pequenos empreendedores.






 
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