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Cidades precisam investir em inteligência

Tecnologia pode ser o diferencial das cidades-sede, defende especialista da IBM em evento na Bahia

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Karlo Dias - Salvador
postado em 17/08/2010 15:13 h
atualizado em 17/08/2010 15:23 h

“Se o mundo está mais interconectado e inteligente, por que as cidades não seguem essa linha?”, questionou Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM, durante palestra apresentada no Congresso Nacional em Gestão de Projetos 2010, que foi realizado na última sexta-feira (13/8), no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador.

Com a apresentação "Viabilizando cidades mais inteligentes. O desafio de projetos complexos", Taurion apresentou dados que mostram carência e deficiência na infgraestrutura de todos os setores que estarão envolvidos na Copa de 2014, e de que forma a Tecnologia de Informação (TI) pode interferir positivamente no planejamento urbano.

Mobilidade urbana e turismo foram os pontos mais destacados pelo palestrante. “O Brasil não investe no turismo. O número de turistas que entra aqui é o mesmo de quem vai para a Argentina. E sabemos que nosso país tem muito mais atrações”, analisa. Na área de mobilidade urbana, Taurion tomou como exemplo a cidade de São Paulo, que gasta R$ 18 bilhões por ano com os constantes congestionamentos de trânsito. Lembrou, ainda, que dos 20 aeroportos do Brasil, 19 operam no limite. Em vez de construir mais vias ou alargar outras, porque não investir em tecnologia?, argumentou o coordenador do Grupo de Pesquisa em Cidades Inteligentes/IBM Brasil.

Para Cezar Taurion, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, serão grandes oportunidades para que o país cresça de forma mais moderna, até mesmo para atender às exigências da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional (COI). “As cidades do Norte-Nordeste são mais carentes de infraestrutura do que as do Sul-Sudeste do país e o evento de 2014 será um bom meio para gerar infraestrutura”, argumenta.

Formação
As cerca de 200 pessoas presentes à exposição puderam saber alguns detalhes sobre o curso que o mundo globalizado está seguindo. Para Taurion, o universo está cada vez mais instrumental, conectado e móvel. “Em 2014, os smartphones serão algo comum. A tecnologia está aí. Basta utilizarmos de forma inteligente. Ela nos permitirá repensar os processos”, afirma. Mas, se um grande evento esportivo pode trazer ganhos para as cidades, há a necessidade de preparar gente para trabalhar com as novas tecnologias, defende Taurion.

O Congresso Nacional em Gestão de Projetos 2010 tem o objetivo de compartilhar ideias e experiências entre profissionais e entidades do país. Desta vez, o encontro contou com palestras, mini-cursos e estudos de caso.





 
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