O Consórcio Maracanã Rio 2014, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Delta, foi declarado ontem (10) vencedor da licitação para a reforma do estádio carioca, provável palco da final da Copa do Mundo.
O consórcio apresentou o menor lance para as obras: R$ 705,6 milhões, desconto de apenas 2,14% sobre o teto definido em edital. A proposta da concorrente OAS foi de R$ 712 milhões.
O custo do estádio -que já é o maior entre as 12 sedes da Copa- pode chegar a R$ 880 milhões se as empresas usarem o aditivo de 25% previsto em edital. A obra foi licitada com base apenas no projeto básico, mas pode haver revisão de valores durante a elaboração do projeto executivo.
Fechamento indefinido
A Secretaria Estadual de Obras (Seobras) trabalha com a expectativa de que reforma comece na segunda quinzena de agosto ou na primeira semana de setembro. A data de fechamento do estádio ainda não foi definida.
Na sexta-feira haverá reunião entre o secretário de Obras, Hudson Braga, os representantes das empresas vencedoras e a secretária de Esportes, Márcia Lins, para definir os cronogramas.
O prazo de conclusão é dezembro de 2012. O governo do Rio busca financiamento de R$ 400 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento e Social) para tocar a reforma.
Anulação
Os consórcios desclassificados da licitação avaliam se vão recorrer à justiça para pedir a anulação do processo. São eles: Brasil 2014 (Sanerio, B.A. Engenharia e Meio Ambiente e Hexagonal Construções), Novo Maracanã (Queiroz Galvão e Carioca Christiani-Nielsen), Construcap-Cetenco-Convap (Construcap-CCPS, Cetenco e Convap) e Novo Maracanã (Paulitec-Estacon-Recoma: Paulitec, Estacon e Recoma).