Avançam os trabalhos no canteiro de obras da Arena Pantanal, o novo estádio Verdão em Cuiabá, que sediará jogos da Copa de 2014. Passada a fase inicial de desmonte e demolição do antigo Governador José Fragelli, está em andamento a etapa de terraplanagem, que antecede a construção das estruturas do novo estádio. Para isso, uma máquina chamada de britador móvel chegou ao local das obras para reciclar aproximadamente 20 mil m3 de concreto resultantes da demolição do antigo Verdão. A expectativa é que a utilização dessa máquina gere uma economia de R$ 1,2 milhão no reaproveitamento do concreto.
Os resíduos da obra começaram a ser britados em um trabalho que deve durar até dois meses. O engenheiro Marcelo Oliveira, que supervisiona a obra pela Agecopa (Agência Executora das Obras da Copa do Mundo do Pantanal), avalia que o equipamento deve agilizar a conclusão do aterro da área onde antigamente ficava o gramado e o fosso do estádio. “O aterro já está bem adiantado e com o britador poderemos reciclar todo o material de concreto que será reutilizado na formação da sub-base, que precede a implantação das fundações da nova Arena”, disse Oliveira.
Nessa fase de trabalho, a ferragem e o aço são separados para usinas de reciclagem. A máquina tritura blocos de concreto que será reutilizado na obra da nova Arena Pantanal. "Esse trabalho de reciclagem deve gerar em torno de 24 mil m3 de material. Cada metro cúbico custa hoje cerca de R$ 50. Então, teremos uma economia de mais ou menos R$ 1,2 milhão", contabilizou o engenheiro da Agecopa.
Máquinas tomam conta do canteiro
O canteiro de obras tem atualmente sete caminhões basculantes, três escavadeiras, dois tratores (sendo um de esteira), três caminhões-pipa, uma motoniveladora, um britador, uma pá carregadeira, três rolocompactadores, uma escavadeira hidráulica e três retroescavadeiras. Seis frentes de serviço atuam simultaneamente no canteiro de obras da Arena Pantanal: escavação, aterro da área externa, aterro do campo, terraplanagem, britagem e utilização do material reciclado para homogeneização do solo. Todas essas frentes atuam de forma independente e ao mesmo tempo. "Cada trabalho não depende do outro. É uma obra contínua e, finalizando uma parte, posso começar outra em seguida", disse Oliveira.
O engenheiro explicou também que todo o material do antigo estádio está sendo reaproveitado, como estruturas metálicas, de iluminação e até o antigo gramado. "As coberturas foram doadas a prefeituras do interior. O gramado, para dois mini-estádios de Cuiabá. As árvores retiradas serão replantadas no horto florestal", disse Oliveira.