Com a final da Copa de 2014 pré-definida para ocorrer no Maracanã, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral considerou uma “falta de respeito e gentileza” com outras as cidades-sede se os cariocas acumulassem a cerimônia de abertura. Para ele, São Paulo deveria receber o jogo inaugural, seguindo o cronograma informalmente acertado de que o Morumbi sediaria a partida.
“A gente deve torcer para que São Paulo se viabilize, e outras cidades brasileiras também. É importante essa diversificação para o Brasil, e a distribuição é importante. Claro que se a CBF pedir, é evidente que faremos, se for o último caso’’, afirmou Cabral ontem no Rio.
A capital paulista estava nos planos da Fifa e do COL/2014 (Comitê Organizador Local) para o jogo inaugural, principalmente pela capacidade do setor hoteleiro. Mas o Morumbi foi vetado pelo comitê, que entendeu que o clube proprietário do estádio não apresentou garantias para o investimento de R$ 636 milhões em reformas que comportassem a cerimônia.
Também é alvo de disputa entre Rio e São Paulo o Centro Internacional de Mídia (IBC) e o Congresso da Fifa. Por questões de logística estas instalações ficam na sede da abertura e da final. O IBC da África do Sul comportou cerca de 13 mil jornalistas. O Congresso da entidade máxima do futebol costuma atrair ao menos dois mil delegados.
Morumbi
O comitê paulista ainda tenta viabilizar o Morumbi, que apresentou uma reforma mais modesta, orçada em cerca de R$ 250 milhões. Governo e prefeitura de São Paulo dizem que não investirão em arena. Se a cidade desistir da abertura, o plano B é o Palestra Itália ou o Pacaembu.
Caso o veto ao Morumbi seja mantido, cidades como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Salvador já se colocaram como opção para a realização do jogo inaugural. Segundo o presidente do COL e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, os mineiros seguem em vantagem por estarem adiantados com a reforma de seu estádio, o Mineirão.