Desde o retorno do Campeonato Brasileiro, a Arena do Jacaré vem sendo alvo de críticas por parte de torcedores, atletas, jornalistas e, agora, dirigentes. Em entrevista após o empate deste domingo entre Cruzeiro e Grêmio, o gerente de futebol celeste, Valdir Barbosa, afirmou que o Cruzeiro não mandará mais jogos no estádio de Sete Lagoas.
Devido a um acidente na BR 040, ambas as delegações precisaram modificar o trajeto para a Arena. Os gaúchos acabaram chegando ao campo com um atraso de 30 minutos em relação ao planejamento inicial.
Valdir Barbosa apontou transporte e segurança como temas delicados para públicos maiores, e citou o clássico contra o Atlético Mineiro, quando o Galo será o mandante, como último jogo da equipe em Sete Lagoas. Para o clássico, as duas diretorias já haviam chegado ao consenso de realizar os jogos com torcida única do mandante a pedido da Polícia Militar por motivo de segurança.
O correspondente mineiro do Portal 2014 fez o teste. Foi a Sete Lagoas para a partida da última quarta-feira, entre Atlético e Inter, e conta o que viu sobre acesso, estrutura e segurança na Arena do Jacaré.
A solução que não resolveu
Em todo o adiantado e elogiado cronograma mineiro para a Copa, a realização dos jogos das Séries A e B é o ponto mais problemático. A origem mais provável deste evidente erro de planejamento está na obra do campo do América Mineiro. Evidentemente que a melhor opção para receber as partidas dos grandes clubes da capital é o estádio Independência. Com o atraso em sua reforma, coube a Estado e clubes buscar a melhor e mais próxima alternativa.
Em maio, o Portal 2014 apurou denúncias de que algumas ações de infraestrutura estavam atrasadas (leia mais). A prefeitura de Sete Lagoas não havia feito intervenções fundamentais à segurança no entorno do estádio. Ainda hoje, nem todas as vias estão asfaltadas, algumas sinalizações são confusas e o acesso de diferentes torcidas na Arena ainda é problemático.
Sete Lagoas está a cerca de 70 km da capital. Existem duas formas de se chegar ao estádio, e ambas foram experimentadas: a BR 040, escolhida na ida, e a MG 424, na volta. A 040 possui pistas duplicadas em todo o trajeto BH-SL, mas é conhecida pelo alto número de acidentes. Ainda assim é uma opção melhor e mais rápida que a chamada “estrada velha”. Caminho mais curto para os torcedores que moram na região norte da capital, a 424 é duplicada apenas entre BH e Pedro Leopoldo, sendo em sua maior parte uma rodovia estreita, sem acostamento, de difícil ultrapassagem e com trechos de péssimo asfaltamento.