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Com 55 mil lugares, Arena Pirituba não serviria para abertura da Copa

Todos os projetos de São Paulo têm capacidade abaixo da exigida para a partida inicial

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Rodrigo Prada*
postado em 06/07/2010 14:02 h
atualizado em 06/07/2010 15:12 h

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, desembarca hoje (6) em Johanesburgo levando na bagagem o projeto da Arena Pirituba. No entanto, dirigentes que trabalham pela abertura da Copa na capital paulista podem ter uma surpresa desagradável. O projeto nas mãos de Kassab prevê um estádio com apenas 55 mil lugares, capacidade insuficiente para o jogo inaugural.

A intenção do prefeito será convencer os presidentes da Fifa, Joseph Blatter, e da CBF, Ricardo Teixeira, de que mesmo abaixo dos 65 mil assentos Pirituba é a melhor opção para a abertura.

É uma estratégia similar à do Morumbi. O comitê executivo paulista tentava aprovar o estádio do São Paulo FC para a abertura, mesmo com critérios técnicos inferiores aos exigidos pela Fifa, usando como argumento o prestígio e poderio econômico da cidade.

Desde o veto ao estádio tricolor, há três semanas, a Fifa cobra uma solução rápida à Kassab. Para a entidade, São Paulo é a melhor opção para a estreia, tanto pela maior exposição dos patrocinadores quanto pela infraestrutura da cidade.

Ontem, Ricardo Teixeira anunciou publicamente a opção das entidades: "a Fifa e o Comitê Organizador Local querem São Paulo para a abertura da Copa". Com isso, Belo Horizonte e Brasília saem do páreo.

O projeto da Arena Pirutuba nas mãos de Kassab é de autoria da Populous (multinacional de arquitetura) e do CDC Arquitetos. As empresas são parceiras no Brasil e projetaram o Estádio das Dunas, de Natal.

A viabilização do estádio se dará por meio de Parceria Público-Privada. Kassab e o governador de São Paulo, Alberto Goldman, afirmam que não haverá dinheiro público na empreitada.

Corinthians
Quando Kassab pousar na África do Sul, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, já estará no Brasil. Entre outros assuntos, o ex-chefe da delegação brasileira tratará da construção de um estádio para o clube. Pirituba está descartado.

Os corinthianos trabalham com dois projetos. Um em Guarulhos, fruto de parceria entre Hochtief (construtora), Banif (banco) e PricewaterhouseCoopers (consultoria). Outro em Itaquera (zona leste), visto com mais simpatia pelos conselheiros do clube. O Corinthians possui terreno na área, cedido por 90 anos pela prefeitura, com possibilidade de renovação pelo mesmo período.

A má notícia para o prefeito é que os dois estádios não passam de 45 mil lugares. Não servem para a abertura, assim como não podem ser usados para o mesmo fim a futura Arena Palestra, do Palmeiras, ou o Pacaembu reformado.

*Colaborou: Rafael Massimino





 
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