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BH assina acordo de R$ 1 bi para transporte urbano

Acordo foi assinado ontem com o governo federal e envolve 38 km de BRTs

Bus Rapid Transit de Bogotá, Colômbia (crédito: Divulgação)
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postado em 01/07/2010 15:42 h
atualizado em 01/07/2010 16:59 h

A prefeitura de Belo Horizonte assinou ontem acordo com a Caixa Econômica Federal para financiar oito projetos de mobilidade urbana, anunciou hoje o jornal "Estado de Minas". A previsão é de que, até o fim de 2012, BH implante 38 km de corredores rápidos de ônibus, o chamado BRT (da sigla Bus Rapid Transit), já adotado em cidades como Curitiba e Bogotá, na Colômbia. Segundo o jornal, o contrato vai custear ainda a construção das vias 210 (ligação da Via do Minério com a Avenida Teresa Cristina) e 710 (conexão das avenidas dos Andradas e Cristiano Machado), e a ampliação da Central de Controle de Tráfego da BHTrans.

Será investido R$ 1 bilhão a partir de uma linha de crédito criada pelo governo federal para obras nas 12 cidades-sede da Copa de 2014, o PAC Mobilidade/Copa 2014. Em contrapartida, a prefeitura vai desembolsar R$ 400 milhões com desapropriações e remoção de famílias. A previsão é de que os corredores viários de BRT atendam um público médio de 850 mil passageiros por dia. Outros milhares de motoristas também utilizarão as novas vias de ligação das regiões Oeste e Barreiro (Via 210) e da Região Leste com a Nordeste (Via 710), evitando o Centro da cidade.

"São obras fundamentais para o deslocamento de torcidas e dos turistas que estarão na Copa. Mas os benefícios ficarão como um legado para a cidade. A tônica dos projetos é o BRT, que é um sucesso mundial já bem desenvolvido no Brasil, a exemplo de Curitiba", afirmou o ministro das Cidades, Márcio Fortes, que esteve na capital para a assinatura do convênio. Tentando encontrar um "nome mais bonito" para o BRT, o ministro o batizou de "metrô sob pneus" e de "bus bala".

Os quatro ramais de BRT serão implantados nas avenidas Antônio Carlos/Pedro I; Pedro II/ Carlos Luz; Cristiano Machado; e em vias do Centro da cidade (veja arte). Nesses corredores rápidos de ônibus, os veículos circulam em vias exclusivas, o embarque e o desembarque são feitos em miniestações, a tarifa é cobrada antes de o passageiro entrar no ônibus, e o sistema de controle é informatizado, o que permite o acompanhamento em tempo real. Outra vantagem é a redução do tempo das viagens. Segundo estudos da BHTrans, será possível aumentar de 10km/h para 20 km/h a velocidade média dos ônibus, no hipercentro, e de 17km/h para 30 km/h nos demais corredores viários.

Além dos BRTs, o contrato assinado prevê a construção da Via 210, uma pista com 1,6 quilômetro de extensão e 36 metros de largura, ligando as regiões Oeste e Barreiro. A via começará na Avenida Teresa Cristina, no Bairro Betânia, e terminará no viaduto de transposição do Anel Rodoviário, na Avenida Waldyr Soeiro Emrich. A previsão é de que todos os corredores fiquem prontos até o fim de 2012 para que sejam testados durante a Copa das Confederações, no ano seguinte. A única exceção é a Via 710, que só será concluída em setembro de 2013, com a conexão da Avenida dos Andradas à Avenida Cristiano Machado, numa pista de 3,7 quilômetros de extensão.

O sistema modal do BRT, que é visto como a alternativa mais imediata para o transporte na capital mineira, está longe de representar uma solução definitiva para o trânsito. O ministro das Cidades reconheceu que os corredores não são substitutos para o metrô e prometeu empenho para a construção das linhas 2 e 3 em BH. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) previu aporte financeiro para o metrô até setembro e, em três anos, “melhorias importantes”.

Anel Rodoviário
Entre os projetos que prometem transformar BH num canteiro de obras para a Copa do Mundo’2014, o maior empreendimento é a revitalização do Anel Rodoviário. Orçada em R$ 837,5 milhões, a intervenção será financiada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). As obras, previstas para começar no final deste ano, devem ser concluídas no fim de 2013. Pelo Anel, passam cerca de 100 mil veículos por dia. O projeto prevê intervenções em 17 trechos, erguendo seis viadutos, 11 trincheiras e oito passarelas ao longo dos 26,2 quilômetros que ligam a BR-381 à 040. A obra será dividida em dois lotes: o primeiro do Bairro Califórnia, na Região Noroeste, à saída para a BR-381; e o segundo, entre oa Avenida Carlos Luz e a saída para o Rio de Janeiro.

Fonte: Estado de Minas





 
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