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Cândido Malta defende um novo estádio em Itaquera

Terreno do Corínthians na zona leste seria melhor opção para SP, diz urbanista

Arquiteto e urbanista Cândido Malta (crédito: Divulgação)
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Regina Rocha
postado em 24/06/2010 17:01 h
atualizado em 07/09/2010 11:21 h

Considerando o veto ao Morumbi, e as mesmas regras da Fifa valendo para impedir também o Palestra Itália e o Pacaembu, o arquiteto e urbanista Cândido Malta não vê outra saída: o melhor, em vista desta situação, é a construção de um novo estádio. Mas qual? A melhor, na análise do estudioso, não é Pirituba nem Guarulhos. "O melhor seria construir o estádio do Corínthians em Itaquera [zona leste], no terreno cedido pela prefeitura ao clube nos anos 70", sustenta.

"Mas devo esclarecer, antes de tudo, que esta minha proposta é socialmente responsável. O estádio só seria viabilizado com dinheiro privado, do próprio Corínthians, aliás, um grande clube, que tem toda condição para isso. E a ideia é justamente economizar recursos públicos", justifica, e completa: os recursos necessários seriam arrecadados com a venda de cadeiras cativas e a ajuda dos milhares de torcedores.

A grande vantagem, observa Malta, é que a construção de uma arena na zona leste poderia estimular a criação de empregos na região, o que diminuiria os deslocamentos dos moradores para o centro. A região já é servida por trem, metrô e poderia receber uma terceira linha, correndo em faixa paralela. 

O "plano B" da Copa em SP, para o urbanista, continuaria nas mãos do Corínthians. Ele acha que o terreno cogitado em Guarulhos, próximo à via Dutra, é uma opção razoável, desde que haja a definição do governo federal sobre se haverá ou não uma parada do trem-bala no Aeroporto de Cumbica, ou se será construída uma linha do Expresso Aeroporto (ligando Guarulhos ao centro da capital). São questões de acessibilidade, que precisam estar melhor equacionadas. Mas observa: o que alguns veem como um problema --a descentralização e a criação de novos polos de desenvolvimento-- na sua opinião seria "a solução".

Nesse sentido, a proposta de um estádio localizado em Pirituba não parece tão boa ideia, porque estaria próximo do centro de São Paulo, e a cerca de 4,5 km da estação de trem da Lapa. Já Itaquera, compara, fica a 30 km das estações do Brás. Outro motivo contra o futuro estádio Piritubão é que ele ainda acha melhor a arena multiuso, prevista no projeto de centro de convenções, por ser mais adequada a vários usos, do que simplesmente um equipamento voltado ao futebol.

Por último, a questão mais alarmante: "São Paulo terá tempo hábil para a construção de uma nova arena para a Copa? Bem, se quisermos ter chance de cumprir os três anos de prazo, e há chances disto, teremos que correr!", alerta o urbanista. 

*Cândido Malta Campos Filho é diretor da Urbe - Planejamento, Urbanismo e Arquitetura. Professor (aposentado) de Planejamento Urbano da FAU USP, foi secretário de Planejamento da Prefeitura de São Paulo, de 1976 a 1981. Atualmente, é presidente da Sociedade Amigos dos Jardins Europa e Paulistano, diretor de planejamento do Movimento Defenda São Paulo e membro do conselho da Emurb - Empresa Municipal de Urbanização.






 
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