Desde que recebeu a notícia de que a reforma do Estádio do Morumbi ficaria em R$ 630 milhões, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, não deve estar conseguindo dormir direito. Pior do que perder o direito de sediar a Copa 2014 e ter a imagem de seu estádio com o rótulo de inabilitado estampada nos jornais do mundo inteiro é ter que assistir seu principal locatário construir uma arena moderna com a ajuda das três esferas de governo.
O Morumbi provisoriamente não vem sendo palco das grandes decisões, como é sua vocação. O fato de Corinthians e Santos não mandarem mais seus jogos no estádio trazem ao tricolor um grande prejuízo, além de não obter a receita de locação, os contratos de camarotes do estádio também começam a desvalorizar. Sem contar os proprietários de cativas que não torcem pelo São Paulo, que certamente deverão debandar.
Ao contrário do que muitos apregoam, um estádio novo construído na cidade, seria um grande negócio para investidores, talvez a melhor opção dentre as outras onze sedes. Já o Morumbi certamente se tornará um Elefante Branco.
Notem que o maior público da história do estádio é de um jogo entre Corinthians e Ponte Preta em 1977 e que, tirando a Libertadores, a média de público dos jogos do São Paulo não passa de 20 mil torcedores.
Hoje, quando se precisa de um estádio com mais de 50 mil pessoas só existe uma opção. Os shows que acontecem na maior cidade da América Latina acabam sendo sempre no Morumbi. Agora, será que com uma arena novinha, moderna e com uma gestão internacional, os grandes eventos continuarão a acontecer no Morumbi?
Se o Corinthians quiser mirar esta receita, deverá ser ousado, e construir um estádio com capacidade superior a 65 mil lugares. Além de obter empréstimo do BNDES com juros baixíssimos e a perder de vista, o estádio de abertura receberá uma ajudinha extra do governo, nem que seja para garantir o entorno do estádio. O Brasil precisa perder sua síndrome de cachorro vira-lata. Com o Morumbi excluído, a torcida do São Paulo agora é para que a Arena Palestra seja a sede da Copa e que o Corinthians continue a existir apenas na marginal sem número.
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