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Copa vai injetar mais R$ 142 bi na economia brasileira, diz estudo

Trabalho da Ernst & Young em parceria com a FGV analisa impacto do Mundial 2014 em 30 setores

Trinta setores da economia foram analisados (crédito: Reprodução)
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Da redação
postado em 23/06/2010 14:10 h
atualizado em 24/06/2010 12:31 h

A Copa de 2014 poderá quintuplicar os investimentos diretos realizados no Brasil para viabilizar o evento, injetando no total R$ 142,39 bilhões na economia durante os próximos quatro anos. A informação é resultante do estudo Brasil Sustentável – Impactos socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, produzido pela Ernst & Young em parceria com a FGV - Fundação Getulio Vargas.

Além do investimento direto de R$ 22,46 bilhões em infraestrutura e organização, o Mundial deve gerar R$ 112,79 bilhões adicionais, considerando-se os impactos provocados em inúmeros setores interligados, em um efeito dominó com uma série de desdobramentos econômico-sociais. Serão gerados 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, impactando o mercado de consumo interno.

A arrecadação terá também um adicional de R$ 18,13 bilhões para reforçar os cofres públicos. O impacto direto sobre o PIB no período 2010-2014 é de R$ 64,5 bilhões – valor que corresponde a 2,17% do valor estimado do PIB para 2010, de R$ 2,9 trilhões. Os setores mais beneficiados pela Copa do Mundo no Brasil serão os de construção civil, alimentos e bebidas, serviços prestados às empresas, serviços de utilidade pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana) e serviços de informação.

O investimento para equacionar os principais gargalos estruturais, como a limitação dos aeroportos, deve favorecer também o fluxo turístico. A perspectiva é de que o número de visitantes internacionais para o Brasil cresça 79% até a Copa, podendo ter impacto superior nos anos seguintes. O estudo aponta que, no período 2010-2014, o número de turistas internacionais deve crescer em 2,98 milhões de pessoas.

“O incremento do turismo traz consigo uma entrada significativa de recursos, que acabam se distribuindo entre os setores de hotelaria, transporte, comunicações, cultura, lazer e varejo”, explica José Carlos Pinto, sócio de assessoria da Ernst & Young. A estimativa é de que só o fluxo induzido pela Copa do Mundo seria responsável por receitas adicionais de até R$ 5,94 bilhões.

As 12 cidades-sede receberão investimentos de infraestrutura da ordem de R$ 14,54 bilhões, que vão muito além da construção e/ou modernização dos estádios, com significativo impacto sobre os PIBs municipais. Só na reurbanização e embelezamento das cidades, os gastos estão estimados em R$ 2,84 bilhões. Há ainda investimentos representativos na base de tecnologia de informação em cada cidade, em mídia e publicidade, segurança pública, na expansão e adequação de complexos hoteleiros e soluções de mobilidade urbana, entre outros.

Copa Sustentável
O estudo mostra ainda como o desenvolvimento de métricas, segundo os critérios adotados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), permitem que a Copa de 2014 venha a ser a primeira copa sustentável da história – respeitando as dimensões econômicas, sociais e ambientais. Segundo o estudo, são sete passos que permeiam todas as atividades da Copa, de estádios erguidos com o critério de construção verde ao impacto das viagens de avião no cálculo da pegada de carbono:

  • Conservação de energia e mudanças climáticas: como minimizar a pegada de carbono
  • Água: como promover a conservação da água
  • Gestão interna de resíduos: como reduzir, reutilizar, e reciclar resíduos com apoio dos catadores
  • Transporte, mobilidade e acesso: como alcançar a eficiência energética, com uso de transportes acessíveis e universais que minimizem a poluição
  • Paisagem e biodiversidade
  • Edifícios verdes e estilos de vida sustentáveis
  • Construção sustentável

O estudo Brasil Sustentável – Impactos socioeconômicos da Copa do Mundo 2014 é a sexta de uma série de publicações desenvolvidas em conjunto pela Ernst & Young e a FGV Projetos. Na série, foram tratados: potencialidades do mercado habitacional, crescimento econômico e potencial de consumo, competitividade industrial, energia e agroindústria.
Para saber mais sobre a série acesse o site da Ernst & Young.

Fonte: Ernst & Young / FGV






 
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