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2006, com conflitos no mundo e reeleição na América Latina

Morre Saddam Houssein e Líbano enfrenta guerra. No Brasil, Lula é reeleito

Guerra no Líbano. 34 dias de conflito árabe-israelense
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Regina Rocha
postado em 30/04/2010 19:12 h
atualizado em 20/04/2011 18:56 h

Em 2006, na Alemanha, a seleção brasileira jogou mal, como se tivesse esquecido a recente conquista do pentacampeonato na Copa do Mundo anterior. E o mundo também não ia bem, com guerras e violência por toda parte.

A crise no Oriente Médio tinha atingido o ápice, com Israel e Líbano começando em julho uma guerra que duraria 34 dias, e que teve como estopim a captura de dois soldados israelenses pela milícia libanesa Hezbollah. O saldo foi de mais de mil mortos, principalmente civis libaneses, e fuga em massa da população para regiões fora do centro dos ataques.

A violência recrudescia também no Iraque, que vivia uma onda de ataques da Al-Qaeda, carros-bomba e lutas fratricidas entre sunitas e xiitas, tudo provando o fracasso da ação de ocupação das tropas norte-americanas no país. A dramática situação começou em 2003, com a invasão do país pelos Estados Unidos. Daí em diante, o mundo pode acompanhar a 'caçada' que o presidente George Bush promovia ao ditador iraquiano Saddam Hussein (1979-2003) e que culminou, em 30 de dezembro de 2006, com o enforcamento de Saddam, após julgamento que durou todo o ano. O desgaste da mal justificada guerra foi tanto, que a aventura é apontada como responsável pelo resultado negativo dos republicanos nas eleições legislativas dos EUA, ocorridas em 7 de novembro daquele ano. 

Outro ditador que morria em 2006 era o chileno Augusto Pinochet, aos 91 anos. Este, contudo, sem responder na Justiça pelos crimes cometidos. Pinochet, que esteve à frente do governo militar do Chile por 17 anos (1973-1990), era acusado por violações aos direitos humanos e morte de 3 mil pessoas, além de crimes de evasão fiscal e falsificação de passaportes.

E ainda mais um ditador latino-americano saía de cena em 2006 - este não por morte, mas por doença: o líder cubano Fidel Castro (1959-2006), que sofrera uma cirurgia intestinal às pressas e resolveu finalmente passar o bastão para o irmão Raúl Castro.

Lula e Chavez reeleitos
Já em outros países da América Latina - Brasil e Venezuela - as principais manchetes políticas de 2006 seriam a reeleição dos dois presidentes, Lula e Hugo Chávez. O líder venezuelano saíu vitorioso com 63% dos votos e conseguiu o direito de reeleger-se indefinidamente. Já as eleições presidenciais brasileiras de 2006, realizadas em outubro, desde o início apontaram a vantagem do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sobre Geraldo Alckmin, do PSDB. Lula venceu com 60,83% dos votos. 

O governo do PT consegue vencer, mesmo depois de ter enfrentado, entre 2005 e 2006, sua maior crise política: o escândalo do Mensalão, como foi chamado o esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo. O caso surgiu a partir da delação do ex-deputado Roberto Jefferson, então presidente do PTB, sobre o esquema de  pagamento de propinas em troca de apoio político ao governo, e prosseguiu com CPIs, 'dança da pizza", dinheiro escondido na cueca de parlamentar, entre outros escândalos, ao longo dos anos seguintes. 






 
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