bullet Notícias

Com "La mano de Dios" e os pés de Maradona, Argentina é bicampeã

Com atuações memoráveis, craque argentino leva equipe ao segundo título mundial

Tamanho da letra
Diego Salgado
postado em 19/03/2010 15:46 h
atualizado em 20/03/2010 00:21 h

A escolha do país sede da Copa de 1986 se tornou um problema para a Fifa. A Colômbia, escolhida em 1980, desistiu por graves problemas econômicos. Estados Unidos, com o apoio de Pelé, México, Canadá e Brasil mostraram interesse e deveriam formalizar a candidatura até 11 de março de 1983. A candidatura brasileira se tornou inviável pelos mesmos motivos colombianos, a crise financeira.

Em 20 de maio, em Estocolmo, o México foi escolhido como sede. Pesou o sucesso na organização das Olimpíadas de 68 e da Copa de 70. Em setembro de 85, o Mundial foi novamente ameaçado após um terremoto de 8,1 graus na escala Ritcher, que matou 10 mil pessoas. No entanto, nenhum dos 12 estádios sofreu qualquer tipo de dano e o torneio foi confirmado por João Havelange em outubro de 1985.

A Holanda, assim com 82, não conseguiu a classificação. Perdeu a vaga para a Bélgica na repescagem. Na Ásia, o Iraque garantiu sua estreia no torneio. Na Copa, a velha forma de mata-mata nas oitavas de final voltou a ser adotada.

Durante a primeira fase, o grande destaque foi a equipe da Dinamarca. Pelo grupo E, ganhou do Uruguai por 6 a 1 e da Alemanha por 2 a 0. O Marrocos terminou a chave F na primeira colocação, deixando Inglaterra e Polônia empatadas em segundo.

Confusão
Na estreia brasileira no Mundial, contra a Espanha, a organização mexicana errou ao tocar o Hino à Bandeira no lugar do Hino Nacional. Durante o jogo, mais confusão. Socrátes, impedido, fez o único gol da partida. Além disso, um gol legítimo da Espanha foi invalidado pelo juiz australiano – a bola chutada pelo espanhol Michel ultrapassou a linha do gol.

Nas outras duas partidas da primeira fase, vitórias por 1 a 0 e 3 a 0 sobre Argélia e Irlanda do Norte, respectivamente. Classificação garantida, a seleção de Telê enfrentou a Polônia nas oitavas de final. Venceu por 4 a 0, com direito a golaço do lateral direito Josimar (que já havia feito contra a Irlanda no Norte). Com a zaga invicta, o Brasil disputaria uma vaga na semifinal contra a França, que venceu a Itália por 2 a 0.

Nos outros jogos das oitavas, a Argentina começava a mostrar um bom futebol ao passar pelo Uruguai por 1 a 0. Os dinamarqueses sucumbiram diante da Espanha (5 a 1) e a Alemanha acabou com a festa do Marrocos ao marcar um gol na prorrogação.


O craque da Copa, Diego Maradona, levanta a taça no estádio Azteca (crédito: Gettyimages)

Com a mão de Deus
No estádio Azteca, Inglaterra e Argentina travaram um duelo histórico. No jogo, o craque Maradona esbanjou técnica e malandragem. No primeiro gol, iludiu o juiz da Tunísia, Bem Naceur, ao subir e tocar com a mão para as redes do goleiro Peter Shilton. Três minutos depois, passou por cinco ingleses e fez o segundo. Lineker, artilheiro da Copa com seis gols, ainda descontou aos 35 da etapa final.

O Brasil não conseguiu passar pela França. Apesar de sair na frente com um gol de Careca, cedeu o empate ainda no primeiro tempo após gol de Platini. Na etapa final, desperdiçou um pênalti com Zico, que acabara de entrar na equipe. O goleiro francês Bats ainda defenderia a cobrança de Sócrates na decisão por pênaltis. Júlio Cesar e Platini também erraram e o sonho do tetra foi adiado mais uma vez.

Nas semifinais, mais uma atuação brilhante de Diego Maradona. Com dois gols contra a Bélgica, classificou a Argentina para a grande final. A Alemanha, após campanha irregular, venceu a França por 2 a 0 e também garantiu vaga para o jogo do Azteca.

Consagração
Na final, a Argentina não teve muito trabalho para logo abrir 2 a 0, com gols do zagueiro Brown e do atacante Valdano. No entanto, em apenas seis minutos (aos 29 e aos 35 do segundo tempo) os alemães empataram, com o veterano Rummenigge e Voeller. Mas a alegria durou pouco. Após três minutos, brilhou novamente a estrela do craque da Copa. Maradona lançou Burruchaga, que tocou na saída de Schumacher. A Argentina, com méritos,  era novamente campeã mundial.

Leia mais sobre o ano de 1986, no Brasil e no mundo





 
nosso time
realização
Mandarim Comunicação
realização
Sinaenco - Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva
tecnologia e criação
XY2 - Agência Digital
hosting
Telium Networks
segurança da informação
LSI TEC - Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico
 
patrocínio
Gerdau
 
apoio
ArcelorMittal
 
Resolução Mínima de 1024x768 - © Copyright 2009 copa2014.org.br Todos os direitos reservados.