Energia Eólica
O engenheiro José Tadeu Matheus, representante da Associação Brasileira das Empresas de Energias Renováveis (Abeer), defendeu a expansão no Brasil não só da energia solar, mas também da energia eólica (geração de eletricidade pelo aproveitamento dos ventos). Ele disse que o potencial eólico brasileiro é de mais de 143 Gigawatts, "o equivalente a dez Itaipus". Matheus afirmou que a energia eólica é usada no Brasil há 11 anos e em vários estados, como Ceará, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, mas necessita de mais apoio do governo, principalmente para o desenvolvimento da indústria nacional neste setor. Para ele, o "Brasil apresenta imenso potencial eólico e solar".
"O potencial eólico brasileiro é de mais de 143 Gigawatts, "o equivalente a dez Itaipus"
O presidente do Grupo Sustentax, Newton Figueiredo, defendeu a importância de as obras para a Copa de 2014 serem sustentáveis e também responsáveis, tanto ambientalmente quanto socialmente. Para ele, essas obras devem ter como características, por exemplo, a racionalização do consumo de água e de energia, a redução de impactos ambientais, respeito às necessidades de mobilidade das pessoas com deficiência e dos idosos, implantação de áreas verdes, coleta seletiva de lixo, entre outras. Além disso, acrescentou Figueiredo, devem ser priorizados os cuidados ambientais, o transporte público, o apoio ao uso de bicicletas, iluminação eficiente, o controle da poluição gerada pelas atividades de construção e a reutilização ou reciclagem dos resíduos gerados nessas obras.
A reunião foi conduzida pelo presidente da comissão, o senador Renato Casagrande (PSB-ES), e contou com a participação de representantes de Tribunais de Contas dos estados que sediarão partidas da Copa do Mundo de Futebol de 2014, dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Cícero Lucena (PSDB-PB) e de outros convidados.
O seminário A Copa do Mundo de 2014: Normatização para Obras Sustentáveis termina nesta quarta-feira (17) com a participação de mais quatro palestrantes: Paulo Augusto Leoneli, do Ministério de Minas e Energia; Marcelo Mesquita, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava); Marcos Vinícius de Souza Alvim, da empresa de iluminação Tecnowatt; e Sílvio Oliveira, da indústria de geradores Gerasol.
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