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Fonte Nova: atraso na demolição

Demolição está prevista em três etapas. Construção só à partir de junho

Projeto da Fonte Nova para 2014 (crédito: Setepla Tecnometal / Schulitz)
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Karlo Dias - Salvador
postado em 01/03/2010 19:47 h
atualizado em 08/09/2010 17:27 h

Venceu nesta segunda-feira, 1º de março, o prazo estabelecido pela Fifa para o início da construção dos estádio para a Copa de 2014. Na Bahia, o primeiro passo concreto a caminho do mundial de 2014 seria a demolição completa da Fonte Nova, para dar lugar a uma moderna arena multiuso.

Mesmo saindo na frente, na finalização do processo licitatório, o estádio continua intacto, em pé, inabitado, sem tapumes, canteiros, operários, ou nenhum sinal que demarque o início das obras.

Segundo o secretário Nilton Vasconcelos, da Secretaria do Trabalho, emprego, Renda e Esporte (Setre), em entrevista à Rede Bahia, na manhã de sábado (27), a demolição está prevista para começar em abril e deve durar cerca de 90 dias. Desta forma a construção, propriamente dita, seria iniciada à partir de junho. 

Conforme informações do consórcio Fonte Nova Negócios e Participações S/A, formado pelas empresas Odebrecht e OAS, vencedor da licitação, a instalação dos canteiros depende da liberação das licenças ambientais e dos alvarás, concedidos pelos órgãos competentes, tanto do Governo do Estado da Bahia, quanto da Prefeitura Municipal de Salvador.

Questionada sobre a data exata para o início da demolição, a assessoria de imprensa do Consórcio preferiu não arriscar; Por outro lado, foi firme ao assegurar que a Fonte Nova será o primeiro estádio público a iniciar as obras.  Declarou ainda, que o cronograma de engenharia começou desde o dia 21 de janeiro, data da assinatura do contrato, e será executado em 34 meses.

O velho Fonte Nova: inaugurado em 1951

Dezembro de 2012
A entrega do novo equipamento será em dezembro de 2012, prazo limite para realização da Copa das Confederações, que acontece em 2013. Depois de pronta, a Fonte Nova terá capacidade para 55 mil pessoas e ocupará uma área total de 121.189 metros quadrados.  O estádio contará com 50 camarotes, área de imprensa, museu, restaurante panorâmico, 62 banheiros, 46 bares, cobertura de estrutura metálica leve e 2 mil vagas de garagens na parte interna.

O custo estimado do empreendimento é de R$ 591,7 milhões. O projeto contará com recursos do governo federal, por meio do BNDES, que financiará até R$ 400 milhões. A complementação do orçamento, estimado em aproximadamente R$ 200 milhões é de responsabilidade do consórcio e deve ser financiado pelo BNB.  O processo de liberação deste empréstimo está em andamento, aguardando a análise do banco.

Fonte Nova, o fim e o recomeço

Aos 68 anos, o maior estádio do Norte/Nordeste, que já recebeu um público de mais de 130 mil pessoas, e foi palco de grandes espetáculos, está com os dias contados. A Fonte Nova será completamente demolida para dar lugar a um novo e moderno estádio, preparado especialmente para a Copa de 2014.

Fechado desde novembro de 2007, depois de um acidente que vitimou sete torcedores, o estádio dará a volta por cima. Deixará de existir, temporariamente para renascer, como espaço privilegiado, sediando importantes jogos da Copa de 2014. As antigas estruturas de concreto, que ao lado do tradicional Dique do Tororó, no Centro Histórico, marcaram o cenário da capital baiana foram condenadas e serão demolidas.

A demolição será realizada por etapas. A primeira delas abrange o mapeamento das localidades do entorno, estudos geológicos, além do processo informativo com as comunidades vizinhas e vistoria cautelar dos imóveis na área de influência. Nesta fase também serão feitos os projetos específicos de demolição por equipes de técnicos especializados.  Em seguida vem a demolição efetiva, que está prevista para durar três meses mais a fase de limpeza e remoção do entulho.

Serão utilizadas técnicas de implosão, de demolição mecânica e de demolição controlada. A parte da estrutura assentada sobre o terreno será feita através de demolição mecânica, as demais serão implodidas, exceto as partes mais delicadas, com imóveis muito próximos, onde será utilizada a técnica de demolição controlada. Estima que serão produzidos cerca de 40 mil m³ de entulho. Este material ainda não tem um destino definido. “Sabe-se que uma parte dele poderá ser processado e reutilizado na obra. O restante deverá ser removido para a Pedreira Valéria”, afirmou Alexandre Barradas, presidente da Fonte Nova Negócios e Participações SA.

No local da sexagenária Fonte Nova, surgirá uma moderna arena multiuso, com capacidade para 55 mil pessoas e infra-estrutura digna dos grandes espetáculos esportivos mundiais.






 
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