A bola alçada na área por Amarildo aos 24 minutos da etapa final tinha destino certo. A cabeça de Vavá, Zagallo ou Garrincha, que fariam o que lhe era de ofício. Assim, o Brasil viraria o jogo que tinha a prorrogação como destino certo. No entanto, aquele lance da final da Copa de 1962 teve o volante Zito como protagonista. E ele não desperdiçou a chance de praticamente garantir o bicampeonato no Chile.
Os volantes se tornaram cada vez mais importantes com a nova concepção de futebol pragmático. Exprimem a vontade e a raça que lhe são habituais e lideram suas equipes dentro de campo. Se posicionam à frente dos zagueiros, cobrem as subidas dos alas ao ataque e muitas vezes decidem os jogos.
Batista, por exemplo, foi o destaque da Batalha de Rosário, em 78, contra os argentinos. Falcão esbanjou técnica nos cinco jogos da Copa da Espanha. Na dolorosa derrota para os italianos, fez o segundo gol da seleção brasileira. Dunga, após ser o símbolo do fracasso no Mundial de 90, ergueu a taça nos Estados Unidos e calou críticos do futebol força. Recentemente, César Sampaio, autor de três gols na campanha do vice-campeonato em 98, foi o dono do meio campo brasileiro.