Quem vier para Brasília assistir à Copa em 2014 será monitorado 24 horas. Isso porque até 2012 a Secretaria de Segurança do Distrito Federal pretende implantar 900 câmeras no Plano Piloto, onde se concentrarão os jogos, e nas cidades-satélites, que servirão de dormitório e devem abrigar seleções que queriam treinar em algum dos estádios das redondezas.
Segundo o secretário de Segurança do DF, Valmir de Oliveira, o projeto está quase pronto e aguarda a licitação. Mas, a instalação de algumas câmeras já começou. A região administrativa do Itapoã, que fica a cerca de 30 km de Brasília, conta com 29 câmeras espalhadas pelo local. “Já houve 55,6% de redução de crimes no local”, afirma.
O número de crimes no Distrito Federal caiu de 111.240 registros em 2008 para 110.606 em 2009. Uma queda de 0,6%. A tendência, segundo o secretário, é manter essa diminuição até a realização dos jogos em 2014. Para Oliveira, é necessário um aumento de 1.500 policiais no quadro da segurança, mas a demanda ainda não saiu do papel. “Desde 2008 estamos tentando aumentar o efetivo da Polícia Militar. Hoje, em 2010, esses policiais ainda não chegaram,” pondera.
Apesar do investimento em segurança, a violência urbana não preocupa o secretário. “O quadro [da segurança pública] é ótimo considerando várias áreas pelo Brasil, mas precisamos ter cuidado”, diz Oliveira. O secretário distingue os tipos de delitos cometidos no Plano Piloto e nas outras regiões administrativas. No primeiro, os crimes mais comuns são o furto e o roubo à residência, devido ao alto poder aquisitivo dos servidores públicos que moram e trabalham nos governo. Já nos arredores de Brasília predomina a violência à pessoa. A droga é problema em todo o DF, principalmente o crack.