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Estádio do Morumbi: fecha ou não para reforma?

O São Paulo admite parar, mas arquiteto garante que não precisa

Ruy Ohtake, ao lado do mediador da mesa, Robert Fernández (crédito: Mandarim Comunicação)
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Guilherme G. Costa - São Paulo
postado em 30/04/2009 14:54 h
atualizado em 09/09/2010 16:25 h

Postulante a sediar a abertura da Copa do Mundo 2014, o estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, vive um dilema neste momento. Enquanto João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do proprietário da arena, o São Paulo Futebol Clube, acredita que o Morumbi poderá ser fechado para obras, o arquiteto responsável pelas reformas, Ruy Ohtake, garante que o estádio não precisará parar de receber os jogos do clube para ficar pronto até o fim de 2012.

O tema polêmico surgiu na última quarta-feira, durante as discussões do Fórum da Copa 2014, organizado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Na sua fala, o dirigente do clube cogitou esta possibilidade de o estádio parar, até que sejam terminadas as obras solicitadas pela Fifa: "O que temos feito é aproveitar os momentos de folga do São Paulo no Morumbi para fazer pequenas mudanças, enquanto aguardamos o final do ano para fazer modificações maiores. A partir daí, em determinado momento, creio que pode acontecer de a gente ter mesmo que interromper tudo", deixou claro o dirigente.

Perpectiva interna do estádio em um dia de jogo (crédito: Ruy Ohtake/Divulgação)

Morumbi não fecha, diz Ohtake
Já Ruy Ohtake, coordenador do projeto de modernização do estádio, garante que o São Paulo não precisará interromper suas partidas no local: "O Morumbi não vai fechar para receber as partidas", afirmou o arquiteto. Felizmente, o impasse parou nessa questão. Porque, quando o assunto se voltou para as exigências da Fifa quanto a adequação dos espaços do estádio, Ohtake e Lopes "falaram a mesma língua". Ambos concordaram que aquilo que a entidade pede para a Copa é muito diferente do que o clube de fato irá precisar depois do certame. Ohtake, por exemplo, sustenta que muito do que for reformado pode mudar após a Copa: "Temos que atender às demandas da entidade, mas veja: eles exigem, por exemplo, um local com capacidade para três mil lugares só para a imprensa. É um número não atingido nem em final de Libertadores... Então, talvez essa área volte a se destinar aos camarotes, após a Copa", explicou o arquiteto.

Também Lopes crê em mudanças logo depois da Copa: "As áreas exigidas pela Fifa são muito amplas, em função das necessidades de uma Copa do Mundo. Mas são exageradas no dia-a-dia do clube. Áreas superdimensionadas só se justificam mesmo em períodos próximos do Mundial", acrescentou.

Mas também há mudanças importantes para a cidade. É o caso do edifício-garagem, com 3.800 vagas, previsto para ser construído na parte inferior da Praça Roberto Gomez Pedrosa, em frente ao estádio do Morumbi. Jesus Lopes comentou o seguinte sobre a obra: "O São Paulo tem um parceiro privado (CCR) com grande interesse em edificar este estacionamento, que seria utilizado pelos torcedores em dia de jogos e pelos usuário do metrô em dias de semana, dada a sua proximidade com a futura estação do metrô São Paulo-Morumbi. O processo está caminhando, mas ainda não foi concluído. O estacionamento ficaria num nível inferior à praça, não afetando assim o meio ambiente", destacou o representante do São Paulo.

O Fórum Copa 2014 da ESPM realizou-se nos dias 28 e 29 de abril, no Auditório da Pós-Graduação, e reuniu nomes do marketing esportivo, autoridades e especialistas de infraestrutura de estádios.





 
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