A demolição e reconstrução da Fonte Nova contará com uma mão-de-obra especial. Através de um convênio estabelecido entre as secretarias de Justiça e Trabalho, os detentos que estão cumprindo regime penal semi-aberto poderão fazer parte do grupo de operários que vão edificar o projeto. Quem trabalhar terá a pena reduzida. A iniciativa, além de diminuir o custo com pessoal, ainda tem o objetivo de ressocializar a população carcerária.
Para o Secretário da Justiça, Cidadania e Recursos Humanos do Estado, Nelson Pellegrino, “a ideia é utilizar a mão de obra dos detentos que estão em regime semi-aberto, que terão um dia reduzido da pena, para cada três trabalhados e já começamos a cadastrar também os egressos”, explicou.
Além do Consórcio Odebrecht/OAS, vencedor da concorrência, as empresas terceirizadas envolvidas com as futuras obras devem destinar 5% das vagas totais para presos, pessoas que cumprem penas alternativas e adolescentes em conflito com a lei. Neste caso, os contratos devem exigir mais de 20 funcionários. Nos serviços que peçam abaixo de 19 trabalhadores, as corporações devem empregar pelo menos um detento.
A ação de socialização faz parte do acordo assinado, na última semana entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Governo Federal, através do Ministério dos Esportes, e com o presidente do Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo 2014.