No evento de ontem, em Brasília, o presidente Lula pediu "menos rigor" ao tribunal de contas e aos orgãos ambientais na fiscalização dos projetos e obras da Copa de 2014. O objetivo seria o de agilizar o andamento dos preparativos para o Mundial. "Isso não significa ilegalidade. Significa agilidade", disse Lula, segundo o jornal "Valor Econômico".
O presidente falou em "ajuste de conduta" dos órgãos fiscalizadores em relação à execução das obras. Lula argumentou que os órgãos fiscalizadores não podem tratar as obras para a Copa de 2014 da mesma forma como os empreendimentos "em tempo de normalidade". E arrematou ao defender que a execução de obras não pode ser retardada por conta de "questões ambientais não resolvidas".
O mesmo tratamento se aplicaria às obras para a Olimpíada de 2016, segundo Lula. O presidente pediu ao comitê responsável pelas obras que procure os órgãos fiscalizadores para negociar a flexibilização das regras.
Na solenidade, acompanhado de ministros, governadores e prefeitos, o presidente defendeu também regras especiais para facilitar empréstimos a Estados e municípios que receberão jogos da Copa. Segundo o presidente, não se pode fazer as mesmas exigências aos governadores para a tomada de empréstimos que são feitas "em tempo de crise".
Em relação aos contratos e obras que dependem do governo federal, Lula afirmou que "todos os compromissos serão assumidos neste ano e quem vier depois de mim terá que executar as obras. Se deixarmos para depois, não haverá tempo", completou o presidente.