O governo do Rio Grande do Norte pretende dotar a cidade de Natal com estrutura sanitária para receber adequadamente os jogos da Copa em 2014. O projeto é da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), que está investindo em Natal R$ 323,7 milhões, sendo R$ 283,3 milhões em esgotamento sanitário e R$ 40,4 milhões em melhorias e ampliações de redes de abastecimento de água.
Com esses investimentos, a capital passará dos atuais 33% para 61% de atendimento com coleta de esgotos. Além desses recursos, a Caern também encaminhou projeto no valor de R$ 215,6 milhões para o PAC da Copa, que serão suficientes para sanear 73% de toda a cidade.
São recursos oriundos dos governos estadual e federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Pró-Saneamento, Saneamento para Todos e Orçamento Geral da União, Prodetur/Ministério do Turismo e Fundação Nacional de Saúde. Além da Estação de Tratamento de Esgotos Central do Baldo, que começa a pré-operar em março do próximo ano e vai tratar esgotos de 21 bairros, a Caern prevê a execução da Estação de Tratamento Jundiaí e o Emissário Submarino da Barreira do Inferno, que vai resolver o problema dos esgotos da zona sul de Natal. Também a coleta de esgotos será ampliada em doze bairros da capital.
O projeto encaminhado pela Caern ao Ministério das Cidades prevê investimentos de R$ 98,7 milhões somente na zona sul de Natal, para atender a diversos bairros, entre outros San Vale, que abriga uma das últimas áreas onde o aqüífero está preservado.
Abastecimento de água
O sistema de abastecimento de água de Natal tem cobertura de 97%. A Caern vai implantar três novas adutoras e recuperar uma quarta. Com isso haverá um incremento de 2,2 milhões de litros de água por hora na produção, o equivalente a mais 21% na oferta ao consumidor.
Em paralelo a esses investimentos, a Caern priorizou o Plano Diretor de Abastecimento de Água e a Setorização das Redes de Distribuição de Água, com aplicação de R$ 18,4 milhões. Serão aplicados também recursos na instalação de 85 mil hidrômetros, o suficiente para cobrir toda a capital e reduzir significativamente as perdas de água.