Agentes e delegados da Polícia Federal começarão o ano de 2010 pensando na Copa do Mundo de 2014. Isso porque receberão um treinamento para atuarem na segurança do Mundial. Mesmo faltando quatro anos para a competição, a PF criou um grupo voltado exclusivamente para o evento, que tem entre suas atribuições a fiscalização de empresas de segurança privada que trabalharão no interior dos estádios onde as partidas serão realizadas. Assim como nos jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, a garantia da ordem será feita em conjunto com as polícias dos 12 estados que sediarão a Copa. A informação é do “Correio Brasiliense”.
Segundo o coordenador-geral da Defesa Institucional da PF, Sebastião Moura, a Academia Nacional de Polícia (ANP) ficará praticamente à disposição do grupo criado na corporação para tratar da segurança do evento. "Serão treinamentos de 15 disciplinas diferentes, principalmente voltadas para a proteção de chefes de estado. Será um dos cursos mais amplos nessa área", afirma. O delegado garantiu, também, que outros tipos de ações serão discutidos durante os próximos quatro anos, inclusive na área de inteligência.
A atuação da Polícia Federal também não será restrita ao grupo especial em treinamento. "Durante a Copa de 2014, nosso efetivo (hoje em torno de 13 mil homens) ficará praticamente à disposição do evento", afirma o delegado.
O Rio continua sendo a maior preocupação das autoridades de segurança, por causa dos constantes enfrentamentos entre a polícia e os criminosos. Mas o fato de a Copa de 2014 ser realizada em outras 11 capitais, diminuiu o temor. "Teremos jogos de Porto Alegre a Manaus, e não haverá uma centralização no Rio, como aconteceu no Pan-Americano. Isso é bom, mas o Rio sempre inspira cuidados", explica Moura.
Apesar de usar o seu serviço de inteligência também nos estádios, nem a PF nem a Polícia Militar atuarão diretamente na garantia da ordem no interior das arenas. A tarefa será de empresas privadas contratadas diretamente pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), mas a fiscalização das firmas caberá à Polícia Federal.