Com uma soma total de 81,66 pontos, o consórcio formado pelas empresas baianas Odebrecht/OAS dá mais um importante passo para vencer a licitação de reconstrução, operação e manutenção do novo estádio da Fonte Nova.
O resultado da análise técnica está publicado no site da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), órgão responsável pela concorrência e pela administração do estádio. Falta ainda a etapa da análise dos documentos.
O envelope de habilitação de documentos será aberto hoje em sessão publica que acontece às 11h, na sala de reuniões da secretaria, no Centro Administrativo da Bahia.
Segundo informações da assessoria de comunicação da Setre, os documentos de habilitação dizem respeito às questões jurídicas e contábeis de constituição das empresas que formam o consórcio Odebrecht/OAS que já apresentou a empresa Stadion Amsterdam, representado pela Arena do Brasil, com experiência em gestão e operação de estádio multifuncional na Holanda.
O vencedor da licitação será responsável pela construção e operação do estádio em regime de concessão no modelo Parceria Público-Privada (PPP), pelo período de 35 anos, com possibilidade de renovação do contrato.
A notícia do resultado positivo para a Odebrecht/OAS foi o foco das atenções durante o “Fórum Copa Bahia 2014”, realizado ontem no Grand Hotel Stella Maris, na capital baiana. Segundo o secretário Nilton Vasconcelos, da Setre, o valor total da obra será de R$ 600 milhões, com financiamento de R$ 400 milhões liberados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Neste orçamento, o consórcio gastará cerca de R$ 25 milhões com a demolição que começa a partir de março de 2010. Cerca de R$ 40 milhões serão aplicados na construção do estacionamento e, por fim, R$ 520 milhões serão investidos na construção do novo estádio. A arena ocupará uma área de 121.189 m2, terá capacidade de 50 mil lugares, além de 50 camarotes, totalizando mil assentos, e uma área de imprensa com 1.600 posições.
A expectativa dos representantes do governo é concluir as obras até dezembro de 2012. “Não vamos abrir mão de estar em primeiro lugar sem ter as garantias necessárias para abrigar os jogos, inclusive com um projeto de estádio já aprovado pela Fifa”, afirmou Vasconcelos, destacando as possibilidades de sediar os jogos da Copa das Confederações em 2013.
Requalificação do entorno
Uma das principais preocupações dos moradores do entorno do estádio são as obras que serão feitas para a requalificação destas áreas. Existe a possibilidade de construção de um shopping e de hotéis, que obrigaria o estado a realocar moradores e comerciantes. A questão ainda será definida.
Já a decisão sobre o futuro das piscinas da Vila Olímpica está consumada. As atividades serão transferidas para novas piscinas que serão construídas próximo ao estádio de Pituaçu.
Infraestrutura urbana
Além da reconstrução do estádio da Fonte Nova, o 1º Fórum Bahia Copa 2014 discutiu estratégias de organização da cidade para o Mundial. Os participantes discutiram obras de infraestrutura e mobilidade urbana de Salvador e Região Metropolitana, ações de turismo, saúde e segurança pública.
De acordo com o secretário Ney Campelo, da Secopa, o governo federal já assegurou R$ 1 bilhão para obras de infraestrutura até 2014. Para ele, a Copa é um evento de forte impacto econômico e social. “A Copa vai impactar a dinâmica da economia e pode gerar uma melhor qualidade de vida para as pessoas que moram na cidade”, afirmou.