A rodada final do Campeonato Brasileiro disputada no último domingo (6/12) deixou claro a deficiência na segurança dos estádios brasileiros. No Couto Pereira, em Curitiba, torcedores invadiram o gramado para agredir jogadores, árbitros e policiais após derrota do Coritiba para o Fluminense que rebaixou o time paranaense para a série B. No estádio da Vila Belmiro, na Baixada Santista, a torcida do Santos e do Cruzeiro entraram em coflito antes e após o jogo.
A violência dentro e fora dos estádios brasileiros é apenas um dos problemas que o país terá que enfrentar para a Copa do Mundo de 2014. O chefe da Polícia Federal e responsável pela estrutura de segurança do Pan 2007, Luiz Fernando Correa, diz que o plano para a Copa 2014 e a Olimpíada de 2016 deve focar na prevenção de acidentes.
Correa afirmou que a segurança não pode se descolar de áreas fundamentais para a realização do evento, como mobilidade urbana, hospedagem, saúde e plano de contingência para qualquer incidente. “Nós temos que montar um plano de segurança que envolva desde as características de cada local-sede e a análise de risco referente a cada país participante do evento”, disse em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”.
Para garantir a segurança em um evento esportivo de grande porte, como a Copa do Mundo, os órgãos de segurança de cada estado-sede, em articulação com o governo federal, adotarão as medidas necessárias para garantir a segurança, segundo Correa. “O Brasil já deu prova dessa capacidade de articulação recentemente nos Jogos Pan-Americanos (realizados em 2007, no Rio de Janeiro)”.