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Odebrecht/OAS apresentam proposta única para construção do Fonte Nova

Governo baiano analisará documentos até o próximo dia 15, quando dará uma resposta ao consórcio

Estádio de Salvador para a Copa está orçado em R$ 605 milhões (crédito: Divulgação)
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Karlo Dias - Salvador
postado em 03/12/2009 21:09 h
atualizado em 08/09/2010 17:19 h

O que era apenas uma especulação de bastidores foi confirmado. As empresas baianas Odebrecht e OAS, se habilitaram junto ao governo do estado da Bahia e podem ser as responsáveis pela reconstrução, operação e manutenção do novo estádio da Fonte Nova.

O consócio formado pelas duas empresas foi o único a participar da primeira etapa da licitação, ocorrida na manhã desta sexta-feira (04), na sede da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com a entrega das propostas técnicas e de sustentabilidade econômica.

A Comissão de Licitação avaliará a documentação apresentada e divulgará o resultado até o dia 15 de dezembro. Nesta data, à partir da publicação no Diário Oficial, serão conhecidos os vencedores da licitação. Para participar do processo as empresas tiveram que apresentar uma série de garantias de que terão condições não apenas de demolir, mas reconstruir e, principalmente, operar o estádio. A concessão no modelo Parceria Público-Privada (PPP) é válida por 35 anos e pode ser prorrogada por mais 35.

Para o secretário Nilton Vasconcelos, da Setre, órgão responsável pelo processo licitatório, “o sentimento é de satisfação”, por ter na concorrência a união de duas empresas baianas e comprometidas com os interesses da Bahia. Segundo ele, a Bahia é o estado mais adiantado para a preparação dos estádios. “Saímos na frente das outras cidades-sedes e estamos mantendo a liderança em todas as ações e prazos”, afirmou.

A expectativa dele é que as obras do novo estádio comecem em março de 2010, com previsão de término em 31 de dezembro de 2012, cumprindo calendário da FIFA e credenciando a Bahia na participação da Copa das Confederações, em 2013.

O novo estádio vai ocupar uma área de 121.189 m2 e terá capacidade de 50 mil lugares, além de 50 camarotes, com mil assentos, e uma área de imprensa com 1.600 posições. O custo da obra está estimado em R$ 605 milhões, deste valor, pelo menos R$ 400 milhões poderão ser financiados pelo BNDES. Isenções fiscais municipais e estaduais ainda podem reduzir o custo do estádio em R$ 40 milhões.

Perfil das empresas
Duas empresas baianas, tanto a Odebrecht quanto a OAS possuem ampla experiência na construção de grandes empreendimentos. A construtora Odebrecht tem 65 anos de atuação e está presente em 17 países em todo o mundo. São mais de 93 mil empregados e cerca de 150 obras em andamento no Brasil e no Exterior.  Segundo informações publicadas no site da empresa, a receita bruta da Odebrecht em 2008, foi de R$ 41 bilhões.  A empresa foi responsável pela construção do estádio olímpico João Havelange, no Rio de Janeiro e do ginásio de esportes American Airlines Arena, do clube de basquete Miami Heat, em Miami.

Já a OAS, com uma carreira de 33 anos, tem um currículo não muito diferente. A empresa está presente em todos os estados brasileiros e em 15 países da América do Sul, América Central, Caribe e sul da África. São cerca de 2 mil obras realizadas, entre elas o estádio João Havelange e a ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo.  Com ampla experiência na concessão de obras públicas através de PPP´s, a OAS Investimentos atua na gestão de rodovias, terminais portuários, petróleo e gás, metrôs e trens urbanos, terminais logísticos e aeroportos.





 
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