O Ministério do Turismo (MTur) deverá investir R$ 400 milhões no Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) em 2010, o que representa um aumento de 48,14% em relação ao valor destinado em 2009. Os recursos são referentes à contrapartida de estados e municípios participantes do programa. O anúncio foi feito nesta terça-feira (1/12) pelo ministro da pasta, Luiz Barretto, durante o 5º Encontro do Prodetur Nacional, em Brasília.
“São quase US$ 2 bilhões em investimentos: mais de US$ 1 bilhão do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), US$ 600 milhões da Corporação Andina de Fomento (CAF) e uma contrapartida de R$ 400 milhões sendo bancada integralmente pelo Ministério do Turismo”, explica Barretto. “Ou seja, aquilo que seria bancado pelos estados e municípios será feito pelo governo federal.”
O Prodetur Nacional é um programa do MTur destinado ao financiamento de obras de infraestrutura, qualificação profissional e apoio institucional para aprimoramento da gestão pública em todo o país.
Até o momento, existem 14 estados e municípios com cartas-consulta aprovadas pelo Prodetur. A contrapartida dos estados no financiamento equivale a 40% do valor total. No caso dos municípios, é de 50%. Em 2009, o MTur destinou R$ 270 milhões para as contrapartidas.
Copa 2014
De acordo com Barreto, o MTur também negocia com o BID e a CAF uma linha de crédito exclusiva para as cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. “O Prodetur é um grande programa na área de infraestrutura, que melhora a acessibilidade, sinalização turística, o saneamento, o patrimônio histórico, a balneabilidade das nossas praias, das nossas orlas. Eu tenho certeza que ele ajudará a preparar o Brasil para a Copa de 2014”, disse.
Resultados
Em 2010, um estudo encomendado pelo MTur à Fundação Getúlio Vargas (FGV) fará um levantamento dos resultados e impactos de desenvolvimento alcançados no Brasil pelo Prodetur.
O levantamento dos indicadores possibilitará a avaliação do desenvolvimento da atividade turística nos 43 pólos distribuídos nos 433 municípios alcançados pelo programa.
De acordo com o professor da FGV, Luiz Gustavo Medeiros Barbosa, um dos responsáveis pelo projeto, o estudo também representará a unificação das metodologias utilizadas por estados e municípios na apresentação de resultados e prestação de contas ao final da aplicação dos recursos, que são exigências do programa.
“Além disso, queremos responder algumas perguntas, como se, após todo o investimento, houve crescimento no número de turistas, na taxa de ocupação hoteleira, no gasto médio e no tempo de permanência”, explica.