Há cerca de dez anos, o arquiteto e professor da FAU/USP, Geraldo Serra, imaginou um sistema alternativo de geração de energia baseado na força motriz humana. “Quando vejo aquela gente correndo, pedalando ou levantando pesos em academias esportivas penso que toda essa energia poderia ser usada para alimentar a iluminação ou o ar condicionado desses edifícios”, dizia o especialista.
Longe daqui, em Londres, a equipe do escritório de arquitetura Populous está desenvolvendo uma solução para aproveitar os movimentos sincronizados dos torcedores na geração de energia elétrica para as arenas esportivas. “Imagine um estádio ou arena do futuro, capaz de gerar energia com os simples passos de milhares de torcedores chegando pelos corredores e escadarias”, diz Nicholas Reynolds, especialista em energia do Populous Architects. Dirigido por Rod Sheard, o Populous é um dos escritórios mais reconhecidos internacionalmente em projetos de equipamentos esportivos. Ícones mundiais como a Wembley Arena, ou o Estádio Olímpico, ambos em Londres foram projetados pela equipe, antes associada ao escritório norte-americano HOK.
Piezoeletricidade
O segredo, explica Reynolds, está em sensores piezoelétricos, capazes de transformar a pressão dos passos ou dos corpos (na verdade, da bunda) dos torcedores sobre as cadeiras em eletricidade. A ideia é espalhar milhares desses componentes (piezo waffers) sob os revestimentos de pisos, suportes de assentos, degraus de escadas e também nas áreas para torcedores em pé, comuns em todas as arenas europeias.Há cerca de dez anos, o arquiteto e professor da FAU/USP, Geraldo Serra, imaginou um sistema alternativo de geração de energia baseado na força motriz humana. “Quando vejo aquela gente correndo, pedalando ou levantando pesos em academias esportivas penso que toda essa energia poderia ser usada para alimentar a iluminação ou o ar condicionado desses edifícios”, dizia o especialista.