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Investimentos em telecom para a Copa ainda engatinham, diz executivo

Diretores de telefônicas pedem investimentos no setor para evitar apagão tecnológico em 2014

Rede redundate de fibra óptica para a Copa 2010 custou U$ 150 mi (crédito: Arquivo)
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Rafael Massimino - São Paulo
postado em 16/11/2009 15:10 h
atualizado em 16/11/2009 16:25 h

Imagine o primeiro gol da seleção brasileira na Copa 2014. Enquanto bilhões de espectadores recebem as imagens com qualidade digital no mundo todo, milhares de pessoas enviam mensagens com vídeo, foto e texto através dos celulares. Sites e blogs da internet são bombardeados com uma infinidade de comentários e posts. E tudo isso em tempo real.

Para garantir esse enorme fluxo de informações, executivos de duas das maiores empresas de telecomunicação no Brasil, a Telefônica e a Vivo, fazem o mesmo diagnóstico: investimento maciço e planejado no setor para que o país não sofra um “apagão” tecnológico durante o evento.

“Uma Copa do Mundo onde ‘telecom’ não funciona é o caos”, afirmou George Dolce, vice-presidente de Operações da Vivo, durante o 2º Seminário de Infraestrutura promovido pela Câmara de Comércio Espanhola, na última quinta-feira (12/11) em São Paulo.

Apesar de apocalíptico, o diagnóstico de Dolce traduz uma das principais exigências da Fifa para o Mundial: uma rede óptica redundante que garanta a estabilidade dos links. Na África do Sul, sede da Copa de 2010, este sistema sobressalente custou cerca de U$ 150 milhões. No Brasil, o desafio será maior devido à dimensão continental do país, afirma Dolce.

Além da infraestrutura de telecomunicações robusta, a Fifa requer um sistema de  atendimento no entorno dos estádios conectado a hotéis, aeroportos e centros de mídia. Outra preocupação é com o sistema de controle dos ingressos (o chamado ticketing) e com a central que gera e armazena informações, o Data Center.

As empresas da área deverão estar preparadas para gerar e transmitir ao vivo pacotes multimídia em Full HD e 3D, tendo em vista que os handsets, ou celulares, serão um dos principais meios de comunicação em 2014. “Certamente será uma Copa de convergência digital. O desafio de entregar (a infraestrutura) na hora certa é crítico exatamente por isso”, disse o executivo.

O cronograma e as exigências da Fifa para o setor, no entanto, seguem indefinidos. “Em telecomunicações, a gente ainda está tateando”, afirma Renan Leal, vice-presidente de Planejamento Estratégico da Telefônica. “A Fifa ainda não definiu suas exigências, mas nos convidou para uma reunião no começo de dezembro, na qual deve expor algumas questões.”

A única certeza é que as demandas da Fifa serão grandes. Para atendê-las, Leal estima investimentos acima de U$ 1,5 bilhão no setor até 2014. Devido à complexidade das intervenções, a Telefônica pretende liderar consórcios de empresas para garantir uma fatia do mercado. “Não tenho dúvida de que vamos precisar de parcerias. Não vemos nenhuma empresa tentando fechar acordos que contemplem todas as soluções”, afirma Leal.






 
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