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As boas atuações dos goleiros em Copas valem o título mundial

História prova que uma grande equipe começa por um arqueiro de talento

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Diego Salgado
postado em 09/11/2009 04:00 h
atualizado em 24/05/2011 17:09 h

Na gíria do futebol, em seu espaço nem grama nasce. Na lei do torcedor apaixonado, se ele faz uma defesa, não fez mais o que lhe é de ofício. Se a bola o trair e estufar as redes, é um frangueiro. Essa é vida de um goleiro - de herói a vilão (e vice-versa) em minutos.

A cada quatro anos eles se tornam protagonistas do maior espetáculo da Terra. A Copa do Mundo é a prova de que uma grande seleção começa pela escolha de um grande arqueiro. Para Gilmar Rinaldi, goleiro campeão mundial em 1994, um bom camisa 1 é de extrema importância para o time: “Ele fica lá atrás, enxerga o jogo. Geralmente é o líder da equipe e isso é muito importante para o time. Mas ele também precisa ter perfil. Na seleção não existe vaidade, você joga pela pátria, o jogador não pode pensar só em si”, revela.

E foi assim que surgiram muitos campeões mundiais. Impossível não mencionar o italiano Dino Zoff como exemplo maior. Em 82, na Copa da Espanha, se tornou o homem mais velho a erguer a taça - com 40 anos. Gilmar, por exemplo, já tinha 35 anos quando foi à Copa dos Estados Unidos. Mesmo em grande forma no São Paulo na década de 80 – ganhou três paulistas e um brasileiro, não foi aos mundiais do México e da Itália. “Em 86, não fui porque fizeram uma homenagem ao Leão e o levaram para sua última Copa; em 90, o Lazaroni fechou o grupo muito cedo e não me levou”, declara Gilmar.

Atrelar juventude e experiência é talvez a fórmula ideal para encontrar o goleiro certo. Para isso, o trabalho deve começar cedo. “O ideal é convocar dois experientes e um novato. O goleiro jovem vai ter mais experiência para ser titular na Copa seguinte”, explica o goleiro tetracampeão. Em 18 convocações brasileiras para os mundiais isso ocorreu 5 vezes. Castilho, arqueiro do Fluminense, convocado aos 22 anos em 50, jogou mais 3 Mundiais (54 – como titular, 58 e 62). O palmeirense Emerson Leão, titular absoluto em 74 e 78, foi chamado por Zagallo, em 1970. Tinha apenas 20 anos.

Carlos foi convocado para 3 Copas. Em 78, aos 22, foi reserva. Se tornou titular apenas em 86, no México. Seu companheiro Valdir Peres seguiu a mesma trajetória: na Alemanha, em 1974, tinha 23; e foi titular 8 anos depois, aos 31. Por fim, Dida assistiu do banco de reservas os jogos do Brasil em 98 e 2002. Chegou a titularidade em 2006, aos 32.

 






 
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