Porto Alegre precisará de investimentos federais de ao menos R$ 1 bilhão em infraestrutura para a Copa de 2014, afirmou hoje o vice-prefeito e gestor do Mundial na cidade, José Fortunati. O valor, não entanto, não inclui a primeira fase das obras do metrô, orçadas em R$ 2,5 bilhões, e cuja aprovação enfrenta resistência no Ministério das Cidades. O prazo para definir se o metrô sairá ou não do papel é dezembro, aponta Fortunati.
Segundo o vice-prefeito, o metrô, que vem sendo chamado de Linha da Copa, é uma obra “importante”, mas não “essencial” para a circulação dos turistas durante o Mundial. A primeira fase teria 15 Km e uma estação próxima ao Estádio Beira-Rio, que receberá os jogos da competição. Segundo a direção da Trensurb, empresa federal que opera as linhas de trens urbanos da Grande Porto Alegre, a exigência para a viabilidade do projeto é assegurar uma demanda de 290 mil passageiros por dia, tornando o negócio atrativo para a realização de uma Parceria Público-Privada (PPP).
Apesar da indefinição sobre o metrô, o Ministério das Cidades garantiu R$ 400 milhões para a remodelação do sistema de circulação de ônibus da capital gaúcha. O projeto, chamado de Portais da Cidade, prevê a construção de terminais, a urbanização e a implantação da avenida Tronco, na região da Vila Cruzeiro, a implantação de viadutos e elevados na Terceira Perimetral, além da duplicação da avenida Beira-Rio.
Fortunati também apontou o anúncio da abertura de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estádios privados da Copa como decisivo para viabilizar a reforma do Beira-Rio.