O presidente Luis Inácio Lula da Silva autorizou hoje a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção ou reforma dos estádios da Copa. A criação de uma linha de crédito específica para os estádios já havia sido anunciada em setembro, mas dependia da aprovação do presidente.
Segundo o ministro do Esporte Orlando Silva Jr., presente à reunião com Lula, os estádios privados terão as mesmas condições de financiamento que os públicos. “Os investidores privados poderão tomar empréstimos com as mesmas regras dos públicos, mas terão que apresentar garantias”, disse. Os três estádios privados do Mundial são a a Arena da Baixada (Curitiba), o Beira-Rio (Porto Alegre) e o Morumbi, (São Paulo).
A linha de crédito do BNDES financiará até 75% das obras, até um teto de R$ 400 milhões por estádio. Os recursos também podem ser usados em obras de infraestrutura no entorno para facilitar o acesso ao equipamento esportivo. A novidade em relação ao anúncio de setembro é a extensão do prazo de pagamento de dez para doze anos. Os tomadores terão três anos de carência e pagarão TJLP (Taxa de Juro de Longo Prazo, em torno de 6% ao ano) mais 1,9% de juro anual. O Conselho Monetário Nacional (CMN) se reunirá nesta quinta-feira para aprovar a resolução.
O financiamento dos estádios com condições preferenciais contradiz a intenção inicial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que as arenas fossem construídas pela iniciativa privada. O próprio presidente da CBF, Ricardo Teixeira, reconheceu recentemente que as obras para ao menos nove dos doze estádios do Mundial teriam que contar com recursos públicos, já que pertencem a muncípios ou governos estaduais.
Um dos compromissos firmados entre o Brasil e a Fifa é o começo das obras dos estádios da Copa até março de 2010.