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Dirigentes da Fifa são presos em Zurique, na Suíça

Ação da polícia suíça levou à cadeia sete pessoas ligadas à entidade

Ex-presidente da CBF, José Maria Marin foi preso em Zurique (crédito: CBF/Divulgação)
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Da redação
postado em 27/05/2015 14:41 h
atualizado em 27/05/2015 14:42 h

Uma investigação do Departamento de Polícia dos Estados Unidos levou à cadeia sete dirigentes da maior entidade do futebol mundial, a Fifa. Na manhã desta quarta-feira (27), a polícia suíça prendeu, em Zurique, pessoas envolvidas em um esquema suspeito para a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar. Entre os detidos, está ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin. Além do brasileiro, outros seis dirigentes foram conduzidos pelas autoridades suíças: Jeffrey Webb (Ilhas Cayman), presidente da Concacaf; Eugenio Figueredo (Uruguai), que também integra o comitê da vice-presidência executiva e até recentemente era presidente da Conmebol;  Julio Rocha (Nicarágua), presidente da Federação Nicaraguense; Costas Takkas, braço-direito do presidente da Concacaf; Rafael Esquivel, presidente da federação da Venezuela e membro do Comitê Executivo da Conmebol; e Eduardo Li, presidente da Federação da Costa Rica.

O Departamento de Justiça americano (Departament of Justice) afirma que corrupção desenfreada, sistemática e generalizada na Fifa e em diversos contratos da Concacaf e da Conmebol foram os temas abordados nas investigações. Ademais, executivos de marketing também são acusados de um esquema que gira em torno dos US$ 150 milhões de dólares (R$ 470 milhões) no pagamento de propina para a realização de grandes torneios.

Em Nova York, uma coletiva de imprensa concedida pelo Internal Revenue Service (IRS), espécie de Receita Federal dos Estados Unidos, classificou a Copa do Mundo como uma ''fraude''. O diretor da instituição, Richard Weber, ressaltou que a Fifa ''levou um cartão vermelho'' após a investigação que culminou com a prisão dos dirigentes. Procuradora geral do EUA, Loretta Lynch afirmou que a corrupção no futebol é algo antido.

"O esquema envolve altos executivos e outra agências, e milhões de dólares no que diz respeito a pagamento de propinas. Um esquema de corrupção que parece se estender ao longo de décadas, ano após ano, campeonato após campeonato", disse Lynch.

Atual presidente da Fifa e candidato a reeleição, Joseph Blatter não foi citado na investigação. Durante a entrevista coletiva em Nova York, Loretta Lynch preferiu não comentar o caso de nenhum dirigente de maneira específica. Na próxima sexta-feira, Blatter concorre com o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, ao cargo de presidente da entidade.

Ainda em Zurique, o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, vice na gestão de José Maria Marin, afirmou que os contratos que estão sob investigação foram firmados antes da gestão do antigo presidente.

" Foram contratos firmados antes da administração do Marin. Não tem nenhum contrato firmado depois... Temos que analisar, como que vou saber? Tem que ver a conduta... Não tenho a menor ideia... Lógico que não é uma coisa boa, é péssimo para a entidade. Mas temos que saber o que se passa", disse Del Nero, que assumiu o posto máximo do futebol brasileiro no dia 16 de abril.

A expectativa é que os sete dirigentes presos sejam transferidos para os EUA nos próximos dias. 





 
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