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Traçado do trem-bala será definido até abril, promete governo

Dilma Rousseff declara que quer concluir a obra antes da Copa 2014

Trem brasileiro custará menos que curto trecho britânico do Eurostar (crédito: treehugger)
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Da redação - São Paulo
postado em 03/04/2009 16:10 h
atualizado em 03/04/2009 17:06 h

Ainda neste mês de abril o governo federal promete divulgar o traçado do novo sistema de transporte que ligará Rio de Janeiro a São Paulo, incluindo um ramal que passará por Campinas. As informações foram reveladas pelo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC.

Planejado para viajar a 300 km por hora, o novo trem fará a conexão entre os aeroportos do Galeão, no Rio, Viracopos, em Campinas, e Cumbica, em São Paulo, além de ter paradas nos centros das maiores cidades do percurso.

O trem deverá ter ao menos oito estações obrigatórias, segundo o estudo técnico elaborado pela empresa britânica Halcrow Group e entregue dia 2 de abril ao governo. O documento diz que o Trem de Alta Velocidade (TAV) poderá transportar de oito a dez milhões de passageiros por ano. Em São Paulo haverá paradas na estação Luz, no centro da capital, no aeroporto de Cumbica e em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. No Rio de Janeiro estão previstas três estações: uma no aeroporto internacional do Galeão, outra no centro da capital e uma terceira na região sul-fluminense, entre Resende, Volta Redonda e Barra Mansa. Um ramal alternativo passará pela cidade paulista de Campinas. O governo trabalha com hipótese de realizar o leilão em setembro, com a conclusão do ramal Rio-SP até 2014.

Ainda na semana passada, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, declarou que o trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas ficará pronto antes da Copa de 2014. Segundo a ministra, a obra entrará brevemente em licitação e permitirá aos participantes apresentarem suas próprias soluções tecnológicas – leia-se projetos. Mas, ainda segundo a ministra, o edital exigirá que as empresas estrangeiras se associem a companhias brasileiras como forma de consolidar a tecnologia no país.

Pelos cálculos preliminares, a obra do trem custaria cerca de US$ 10 bilhões. Custará bem menos do que o trecho britânico adicional do Eurostar: os 109 quilômetros (um quinto do projeto brasileiro) custaram US$ 12 bilhões. Até novembro de 2007, a linha funcionava em alta velocidade apenas do outro lado do Canal da Mancha – além de Paris, há um outro ramal que liga Londres a Bruxelas. 

Agora, com os estudos do projeto brasileiro em fase final, o governo sabe que, se o trem-bala sair mesmo, pode custar o dobro do previsto inicialmente. A crise internacional poderia secar as fontes de financiamento para a obra. Mas, por mais paradoxal que pareça, ela talvez até ajude. Japão e França, dois países que detêm tecnologias de TAV estão dispostos a oferecer empréstimos ao Brasil. As economias dos dois países estão cambaleantes, e mesmo com juros baixíssimos é difícil achar interessados em tomar grandes financiamentos. 

No Japão, a taxa básica de juros está em 0,5% ao ano. Na zona do euro, da qual a França faz parte, os juros básicos estão em 1,5%. Ou seja, se o Brasil tomar, digamos, US$ 10 bilhões emprestados a 5% de juros anuais, será um grande negócio para qualquer um dos dois países, avaliam os especialistas. Além de financeiramente ser uma ótima oportunidade, dizem, significaria a garantia de milhares de empregos na produção dos trens e outros equipamentos necessários para que o sonho de Lula se torne realidade.





 
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