O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deve liberar ao menos R$ 15 bilhões para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, no Brasil. Somando estádios, hotéis e obras de mobilidade urbana, o banco desponta como o principal financiador dos dois maiores eventos esportivos do mundo.
O foco principal do banco é a infraestrutura das cidades-sedes do Mundial e do Rio de Janeiro. No mês passado, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., anunciou a criação de uma linha de crédito de R$ 5 bilhões, através do BNDES, para o chamado PAC da Mobilidade Urbana (construção de ruas, corredores de ônibus e expansão do metrô carioca). O governo federal já afirmou que estuda um aumento desse valor.
Somados, os investimentos em infraestrutura podem chegar a R$ 20 bilhões. Já a construção ou reforma dos estádios da Copa terão crédito de R$ 4,8 bilhões, valor que supera os R$ 3,6 bilhões anunciados anteriormente por incluir os três estádios privados - Arena da Baixada (Curitiba), Beira-Rio (Porto Alegre) e Morumbi (São Paulo). O banco manteve o valor de R$ 400 milhões por estádio, e bancará até 75% das obras.
Segundo cálculos do governo federal, a Olimpíada-2016 deve custar R$ 25,9 bilhões, sete vezes o valor do Pan-07, de R$ 3,7 bilhões.