A diretoria do Atlético Paranaense pretende anunciar até novembro uma nova parceria de naming rights (direitos sobre o nome) para a Arena da Baixada. Segundo a diretoria do clube, a recuperação da economia mundial aponta para um reaquecimento desse mercado, fato demonstrado por duas parcerias anunciadas este ano. O HSBC assumirá o ginásio de basquete do Flamengo e o Palmeiras tem negociações avançadas para a comercialização do nome do Parque Antártica.
O Atlético-PR teve um acordo nos mesmos moldes entre 2005 e 2008 com a empresa de artigos eletrônicos Kyocera. Estima-se que o valor do acordo chegava a R$ 2 milhões anuais. Com a participação da Arena da Baixada na Copa 2014, a diretoria do clube acredita que um eventual contrato de naming rights possa ter valores mais atrativos.
Segundo o coordenador de marketing do clube, Roberto Karam, duas indefinições ainda impedem a comercialização do nome da Arena. A primeira diz respeito às obras de adequação do estádio ao padrão Fifa. No mês passado o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, afirmou que o clube não estaria disposto a bancar sozinho os R$ 139 milhões das reformas de adequação. O segundo entrave é uma orientação da Fifa, que solicitou às cidades-sede o fechamento dos estádios da Copa para acelerar a conclusão das obras.
“Estamos trabalhando de forma intensa para reavaliar todas as propriedades comerciais do Atlético, e o naming rights é um dos pontos principais. Posso dizer que evoluímos bastante neste último mês e a dificuldade em já ter fechado o acordo passa pela indefinição de como e quando iremos concluir a Arena com o padrão Fifa. Isto tem atrapalhado, porém seguimos conversando com quatro empresas de forma mais constante. Em outubro temos mais algumas apresentações, mas acho que em novembro teremos uma definição”, disse Karam ao jornal “Gazeta do Povo”.