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Custo das obras da Copa têm aumento de até 166%: confira a lista

Portal 2014 analisou os 109 projetos da Matriz do governo e listou as 14 maiores diferenças

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Diego Salgado
postado em 09/01/2014 15:43 h
atualizado em 09/01/2014 16:28 h

A conta final da preparação brasileira para a Copa do Mundo 2014 continua crescendo. Em dezembro do ano passado, o Ministério do Esporte fez novas mudanças na Matriz de Responsabilidades, documento que lista as obras prioritárias para o megaevento. Desde janeiro de 2010, data da primeira versão do governo, os estádios apresentaram o maior aumento de custo, passando de R$ 5,66 bilhões para R$ 8,01 bilhões. 

Com base nisto, o Portal 2014 analisou todas as 109 obras da Matriz de Responsabilidades e listou os 14 projetos com maior sobrepreço, na comparação com a lista de quatro anos atrás. O levantamento mostrou que todos os setores tiveram aumento em pelo menos um projeto. O fato ocorreu nas arenas da Copa, nas obras de mobilidade urbana, além dos projetos de modernização de portos e aeroportos. 

Duas obras aeroportuárias lideram o ranking. os trabalhos estão ligados à ampliações dos terminais de passageiros dos aeroportos de Curitiba e Salvador. Na capital paranaense, o custo das obras subiu 167%, saltando de R$ 41,3 milhões para R$ 110,16 milhões. Na Bahia, o acréscimo em relação à lista de 2010 foi de 164% (de R$ 30 milhões para R$ 79,23 milhões). A construção do Módulo Operacional Provisório (MOP), por sua vez, aparece na noca colocação, com 69% de aumento.Segundo a Infraero, o fato deu-se devido às mudanças nos projetos. "Diversas obras ainda estavam em fase de elaboração de projetos e orçamentos. Dessa forma, os valores constantes da Matriz de 2010 tratavam-se de estimativas", disse a estatal por meio da assessoria de imprensa.

A Infraero também alerta para a redução de preço de algumas intervenções. No aeroporto do Galeão, por exemplo, o custo das obras de modernização dos dois terminais caiu pela metade. Mais oito projetos da Copa seguiram a linha - foram cinco nos aeroportos (Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, Natal e Porto Alegre). No Pinto Martins, a redução chegou a quase 39% (de R$ 279,5 milhões para R$ 171,1 milhões). Em Porto Alegre, um caso à parte: o projeto de ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho foi excluído da Matriz. Dessa forma, o investimento passou de R$ 345,8 para R$ 59 milhões.

Estádios
Cinco arenas da Copa do Mundo figuram entre os maiores diferenças de custo na comparação com a primeira lista do governo. O Beira-Rio ocupa a terceira colocação. O orçamento das obras estourou após a entrada de uma construtora na execução dos trabalhos (requisito da Fifa). O valor saltou de R$ 130 milhões para R$ 330 milhões, com aumento de 154%.

No Maracanã, no Mané Garrincha, no Mineirão e na Arena da Baixada, o aumento está ligado às correções monetárias do contrato, além dos juros. No Rio, o custo das obras aumentou também devido às deterioração da marquise. A antiga construção deu lugar a uma nova cobertura. A nova intervenção provocou aditivo de 36%.


Aeroporto de Salvador ocupa a segunda colocação na lista (crédito: Infraero/Divulgação)

Mais obras
Entre todos os setores de infraestrutura, a mobilidade foi exceção ao apresentar redução no custo total das obras. Na última revisão do governo, no entanto, 14 projetos foram retitados da lista do Mundial 2014. No total, o setor teve 17 exclusões desde maio de 2012. Assim, o repasse para as intervenções caiu de R$ 11,56 bilhões para R$ 8,02 bilhões. 

Há também os projetos com sobrepreço. Sao duas obras em Curitiba: Corredor Marechal Floriano (quarta posição) e a requalificação da rodoferroviária (13ª colocação). Em Cuiabá, a construção do corredor Mário Andreazza teve quase 47% de aumento (11°). No Recife, as obras do BRT Leste/Oeste ocupa o 12° posto (acréscimo de 38%: de 99 milhões para 137 milhões). Completam a lista os trabalhos de modernização e ampliação dos portos de Fortaleza e Natal (veja abaixo).

Custo total
Após 73 meses de preparação, a Copa 2014, segundo a Matriz de Responsabilidade, custará R$ 25,58 bilhões. No total, sete setores têm projetos relativos à competição: aeroportos, estádios, portos, aeroportos, segurança, telecomunicações, turismo. O governo também inclui os gastos com as instalações complementares da Copa das Confederações. 

Desse total, R$ 14,02 bilhões serão desembolsados pela esfera federal. Os governos locais são responsáveis pelo repasse de R$ 7,81 bilhões. Já a iniciativa privada investirá R$ 3,75 bilhões. Em janeiro de 2010, o Ministério do Esporte previa gastos na ordem de R$ 23,52 bilhões. 

Confira a lista das obras com os maiores acréscimos:

1º Aeroporto/Curitiba
Reforma do terminal de passageiros do aeroporto Afonso Pena: 166,7% (de R$ 41,3 milhões para R$ 110,16 milhões)

2º Aeroporto/Salvador
Reforma do terminal de passageiros do aeroporto Dep. Luís Eduardo Magalhães: 164,1% (de R$ 30 milhões para R$ 79,23 milhões)

3º Estádio/Porto Alegre
Reforma do Beira-Rio: 153,8% (de R$ 130 milhões para R$ 330 milhões)

4° Mobilidade/Curitiba
Corredor Marechal Floriano: 104,6% (de R$ 30,3 milhões para 62 milhões)

5º Porto/Fortaleza
Reforma do terminal marítimo de Fortaleza (Mucuripe): 91,3% (de R$ 105,9 milhões para R$ 202,6 milhões)

6º Estádio/Brasília
Construção do novo Mané Garrincha: 88,3% (de R$ 745,3 milhões para R$ 1,403 bilhão)

7º Estádio/Curitiba
Reforma da Arena da Baixada: 77,1% (de R$ 184,5 milhões para R$ 326,7 milhões)

8º Estádio/Rio de Janeiro
Reforma do Maracanã: 75% (de R$ 600 milhões para R$ 1,050 bilhão)

9º Aeroporto/Campinas
Construção do Módulo Operacional Provisório (MOP): 69,3% (de R$ 2,9 milhões para R$ 4,91 milhões)

10º Estádio/Belo Horizonte
Reforma do Mineirão: 63,1% (de R$ 426,1 milhões para R$ 695 milhões)

11º Mobilidade/Cuiabá
Corredor Mário Andreazza: 46,9% (de R$ 31,3 milhões para R$ 46 milhões)

12º Mobilidade/Recife
BRT: Leste / Oeste - Ramal Cidade da Copa: 38,4% (de 99 milhões para 137 milhões)

13º Mobilidade/Curitiba
Requalificação da Rodoferroviária e acesso: 35,1% (de R$ 36,2 milhões para 48,9 milhões)

14º Porto/Natal
Reforma do terminal marítimo de Natal: 35% (de R$ 53,7 milhões para R$ 72,5 milhões)





 
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