Apesar da declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que mesmo com projeto reformulado o Morumbi não está apto a receber o jogo de abertura da Copa 2014, o comitê paulista continua apostando todas as fichas no estádio do São Paulo Futebol Clube.
“O presidente da Fifa fez críticas, mas deixou claro que não descartou o Morumbi como sede da Copa”, afirmou o presidente do comitê, Caio Luiz de Carvalho, em entrevista coletiva convocada especialmente para debater o assunto. Segundo ele, a opção pelo Morumbi é a mais viável para a prefeitura e o governo estadual, que não pretendem bancar a construção de um novo estádio na capital apenas para a Copa do Munco. “A estratégia da cidade é não gastar um centavo de dinheiro público com estádio, até porque já temos inúmeros.”
Quanto à candidatura pelo jogo de abertura da Copa, Carvalho relativizou as críticas de Blatter e afirmou que a cidade continua favorita na disputa contra Belo Horizonte e Brasília. “Quem quer uma abertura deve se sujeitar às críticas, por mais que elas sejam negativas. Mas, eu, particularmente, acho que só o tempo dirá. Nós vamos atender as exigências da Fifa. Eles vão chegar, na minha opinião, à conclusão que São Paulo é um grande negócio”, disse Carvalho. O local da abertura será anunciado apenas em 2011 pela Fifa.
Morumbi
O comitê paulista divulgou hoje o novo projeto do Morumbi – o mesmo rejeitado por Blatter para a abertura do Mundial. Pela proposta, serão construídos dois edifícios para atender às exigências de maior espaço e conforto feitas pela Fifa, um deles anexo ao estádio e outro sob a praça Roberto Gomes Pedrosa.
O prédio anexo será bancado pelo SPFC. Terá oito pavimentos, área de 20 mil m2, e abrigará os vestiários, centro de mídia e locais de acesso das seleções e convidados Vip da Fifa. Já o edifício sob a praça Roberto Gomes Pedrosa terá uma área de 50 mil m2, quatro pavimentos, e servirá como estacionamento e área de hospitalidade para os convidados Fifa e público Vip. A obra será bancada pela prefeitura e pelo governo estadual com recursos do chamado PAC da Copa – linhas de crédito de R$ 5 bilhões para obras de infraestrutura nas cidades-sede do Mundial, disponibilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Outra novidade é que o projeto do Morumbi inclui agora a cobertura integral das arquibancadas, item até então considerado opcional pelo SPFC. O estádio também contará com um sistema chamado de “Arena 25”, que permite a divisão do estádio em uma seção de 25 mil lugares para receber shows, espetáculos e eventos esportivos de menor porte.