A ausência de investimentos federais diretos nas capitais que sediarão a Copa 2014 começa a preocupar Porto Alegre. O gestor da capital gaúcha, Paulo Odone, afirmou hoje que o estado e a prefeitura não terão como arcar com os custos da Copa, que incluem ações que vão desde a sinalização bilíngue de ruas e estradas até investimentos grandes na infraestrutura de transporte.
Depois da escolha das cidades-sede, em 31 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar um PAC da Copa, com investimentos federais focados na mobilidade urbana das cidades-sede. O programa, no entanto, não deve sair do papel.
No mês passado, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., anunciou uma linha de crédito de R$ 5 bilhões para as doze cidades-sede. A previsão é que seja liberado pouco mais de R$ 400 milhões para cada capital. O dinheiro será disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES), sob forma de linhas de financiamento, e não mais como investimento direto da União.
“A Copa não pode ser sustentada apenas com verbas próprias do governo gaúcho e da prefeitura de Porto Alegre, sem contrapartidas do governo federal”, afirmou Odone em reunião realizada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff).
Nesta quinta-feira (1/10), representantes do estado e da prefeitura se reunirão novamente com técnicos do BNDES para discutir as prioridades de financiamento do Rio Grande do Sul.