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Autoridades debatem acesso de deficientes nos estádios da Copa

Conselheiros apontaram uma série de medidas positivas adotadas durante a Copa das Confederações

Mané Garrincha teve ponto de referência para pessoas com deficiência (crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)
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Da Agência Brasil
postado em 27/06/2013 19:24 h

As ações de acessibilidade de portadores de deficiência aos estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014 foram debatidas, hoje (27), na reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que acontece em Brasília (DF). Os conselheiros estaduais e do Distrito Federal apontaram uma série de medidas positivas adotadas durante a Copa das Confederações e outras que precisam melhorar para o Mundial de 2014.

Das cidades que sediaram os jogos da Copa das Confederações estava o representante da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) de Belo Horizonte (MG), Otávio Góes. Ele destacou que o Estádio Minerão tem dez elevadores especificamente para transportar essas pessoas. “A ideia é atender cada vez melhor tanto a essas pessoas quanto a população em geral”, disse.

No entanto, Otávio Góes está preocupado com a distribuição dos assentos especiais para facilitar a saída dos deficientes, do Mineirão, em caso de emergência. “Não adianta arranjar o caminho para chegar ao local se a pessoa deficiente não conseguir sair em um momento de desespero”, acrescentou ele. A arena também possui cadeiras mais largas para pessoas obesas.

No Distrito Federal, foi montado no Estádio Nacional Mané Garrincha, um ponto de referência para as pessoas com deficiência. Mas, de acordo com o subsecretário de Promoção dos Direitos de Pessoas com Deficiência, César de Melo, faltou o trabalho de tradução em libras e cardápio em braile nos bares e restaurantes. “Ainda não conseguimos, mas queremos aplicar esses acessos na Copa de 2014”, frisou ele.

Melo ressaltou que o ponto de referência deve ser aplicado em todas as cidades-sede do Mundial. “Temos a necessidade de dialogar com a Fifa para que, em todos os estádios, sejam aplicados pontos de referência para pessoas especiais”. O subsecretário disse que voluntários receberam treinamento para atender a essas pessoas.

Sobre a preparação das cidades-sede para a Copa do Mundo, o coordenador da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Vanilton Senatore, destacou que há um trabalho intenso na rede de hotéis e restaurantes para receber adequadamente “não só visitantes estrangeiros, como brasileiros, muitos com deficiência, que vão se deslocar para a Copa”.





 
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